Montenegro lidera Governo dos patrões, critica Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda (BE) assinalou o seu 27.º aniversário em Lisboa, onde José Manuel Pureza fez duras críticas ao atual Governo PSD/CDS-PP, liderado por Luís Montenegro, que classificou como um “Governo dos patrões”. Durante o evento, Pureza destacou a necessidade urgente de mudança, reafirmando que a luta contra o anteprojeto laboral do Governo é uma prioridade para o partido.

Num dia marcado por manifestações em Lisboa e no Porto contra a proposta laboral, Pureza enfatizou a importância da união entre trabalhadores e sindicatos, afirmando que “essa unidade é imprescindível para derrotar o extremismo e o autoritarismo da ministra do Trabalho”. O coordenador do BE não hesitou em afirmar que Montenegro não permitirá que a ministra dos patrões caia, uma vez que a estrutura do Governo reflete os interesses dos empresários.

Ao refletir sobre os 27 anos do BE, Pureza recordou as causas que deram origem ao partido, como a defesa dos direitos das mulheres e a luta contra as alterações climáticas. Ele sublinhou que os bloquistas mantêm a mesma determinação dos seus fundadores, como Francisco Louçã e Miguel Portas, que faleceu em 2012. Pureza também afirmou que a base antifascista do BE continua relevante, tornando-o um alvo de ataques por parte da direita e dos “senhores dos negócios”.

Fernando Rosas, outro membro destacado do BE, alertou para a crescente aliança entre a direita e a extrema-direita em Portugal, que já se faz sentir na Assembleia da República. Rosas criticou a manipulação algorítmica que, segundo ele, alimenta a despolitização e a iliteracia, e que tem um impacto significativo na opinião pública. Ele advertiu que esses valores estão a ganhar terreno, explorando o desespero e o medo da população.

Rosas apelou à mobilização dos bloquistas, incentivando-os a estarem presentes em empresas, sindicatos e comunidades, e a recrutarem novos militantes. Reconhecendo que o BE enfrenta um dos momentos mais difíceis da sua história, ele pediu que os membros não tenham ilusões sobre a situação, que poderá piorar. No entanto, terminou a sua intervenção com um apelo à coragem para “ir contra a corrente”, lembrando que, muitas vezes, a minoria tem razão.

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O Bloco de Esquerda, fundado em 1999, resultou da união de várias forças políticas, incluindo o Partido Socialista Revolucionário (PSR) e a União Democrática Popular (UDP). O partido continua a lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, enfrentando os desafios impostos pelo atual contexto político e económico.

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Fonte: Sapo

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