Reclamações nos transportes em Portugal aumentam 15% em 2025

O setor dos transportes em Portugal registou um aumento significativo de reclamações em 2025, com um crescimento de 14,32% em relação ao ano anterior. Este aumento ocorre num contexto de recordes históricos no número de passageiros, greves de impacto nacional e uma pressão crescente sobre as infraestruturas. De acordo com o estudo ‘O estado dos transportes em Portugal-2025’, foram apresentadas 7.622 queixas, sendo o transporte rodoviário o mais problemático, com 40,63% das reclamações.

As principais entidades visadas nas queixas incluem a Rede Expresso, a Carris, a Carris Metropolitana, a FlixBus e a Unir. Os motivos mais frequentes para estas reclamações são os atrasos, os longos tempos de espera e as falhas de comunicação. No transporte ferroviário, apesar de terem sido batidos recordes com o Passe Verde da CP a atingir 208,2 milhões de passageiros, também se registou um aumento de 33,50% nas reclamações. A CP foi responsável por 54,10% das queixas, enquanto a Fertagus concentrou 19,67%.

Os atrasos continuam a ser o principal motivo de insatisfação, seguido pela sobrelotação. No transporte aéreo, as queixas aumentaram 2,86%, mas a satisfação dos passageiros caiu 11,75%. A TAP é uma das companhias mais reclamadas, juntamente com a Ryanair, EasyJet e Sata Air Açores. Em contrapartida, os serviços de TVDE e táxis viram uma ligeira diminuição de 1,05% nas queixas, embora a Uber e a Bolt continuem a enfrentar reclamações relacionadas com cobranças indevidas e reembolsos.

O transporte marítimo foi o que mais viu aumentar as reclamações, com um impressionante crescimento de 112,50%, sendo a Transtejo a mais afetada. A maioria das queixas está concentrada nos concelhos de Lisboa, Porto e Setúbal, o que revela uma necessidade urgente de melhorias na qualidade do serviço.

Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, destaca que “Portugal reduziu o custo de acesso à mobilidade, mas enfrenta fragilidades estruturais na qualidade do serviço”. Para 2026, Lourenço aponta que o desafio será transformar a reação a estas queixas em um planeamento estratégico eficaz, garantindo que a mobilidade deixe de ser um foco de frustração e se torne um motor de coesão e sustentabilidade.

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Fonte: Sapo

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