Intervenção nas arribas é “super urgente”, afirma ministra do Ambiente

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, classificou como “super urgente” a intervenção nas arribas, sublinhando a necessidade de garantir a segurança no litoral português. Esta declaração foi feita durante uma visita a Albufeira, onde a ministra avaliou os danos provocados pelas recentes tempestades que afetaram o país.

A intervenção nas arribas é considerada uma prioridade pelo Governo, especialmente para proteger os visitantes das praias. “É um dos projetos necessários e super urgente para garantir a segurança de quem visita as praias”, afirmou a ministra. Durante a sua visita, Maria da Graça Carvalho inspecionou as praias Maria Luísa e do Peneco, onde os estragos são visíveis.

Os problemas nas arribas são mais graves no Algarve, região que sofreu com a erosão resultante das tempestades de mar, chuvas e ventos fortes. A ministra revelou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a concluir uma vistoria a toda a costa nacional e que os resultados serão apresentados em breve, dentro de uma semana, no Porto.

O presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, expressou a sua preocupação com a situação do rochedo que dá nome à praia do Peneco, onde foram identificadas fissuras. Este rochedo, considerado emblemático para a região, representa um perigo iminente, levando à delimitação de um perímetro de segurança para proteger os visitantes.

“Vamos fazer tudo para manter esta rocha, que é muito simbólica para Albufeira”, garantiu o autarca, enquanto a ministra do Ambiente se comprometeu a solicitar a ajuda do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para encontrar uma solução técnica que assegure a integridade do rochedo.

A estratégia do Ministério do Ambiente para a orla costeira é dividida em três eixos de intervenção, que variam em termos de urgência. A segurança das arribas, a recuperação das praias através do enchimento de areia e projetos a médio prazo que requerem estudos de impacto ambiental são as principais áreas de foco.

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Os projetos de curto prazo incluem a estabilização das arribas e a reparação de passadiços, com o objetivo de concluir as obras antes do início da época balnear. “Estamos a trabalhar com financiamento rápido e flexível”, acrescentou a ministra.

Por outro lado, as intervenções de maior escala, que exigem estudos de impacto ambiental, deverão estar prontas apenas para a próxima época balnear. “Temos de fazer e tem de ser bem feito”, reiterou Maria da Graça Carvalho, destacando que, apesar dos desafios no Algarve, a monitorização da APA é contínua em todo o território nacional.

Os trabalhos para reforçar o areal em algumas das praias mais emblemáticas do país estão previstos para avançar entre maio e junho, contribuindo assim para a segurança e a preservação das nossas costas.

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Fonte: ECO

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