O Plano Mattei, uma iniciativa italiana com o objetivo de promover o desenvolvimento em África e reduzir os fluxos migratórios para a Europa, vai contar com quatro novos membros. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou que a partir de 2026, a República do Congo, Ruanda, Gabão e Zâmbia se juntarão aos 14 países já envolvidos, totalizando assim 18 nações participantes.
Durante a conferência “Lançar as bases para o emprego em África”, realizada no Banco de Itália, Meloni destacou a importância do Plano Mattei como uma estratégia de parceria igualitária entre Itália e as nações africanas. O foco do plano abrange áreas cruciais como energia, infraestruturas, educação, saúde e agricultura, com o intuito de fomentar o crescimento sustentável no continente africano.
Com um investimento superior a 1,2 mil milhões de euros, o Plano Mattei não só visa o desenvolvimento económico, mas também pretende travar a imigração irregular, transformando a Itália num centro energético estratégico no Mediterrâneo. Esta abordagem é vista como uma forma de criar oportunidades locais, reduzindo assim a necessidade de migração para a Europa.
Os países que já fazem parte do plano incluem a Argélia, República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Quénia, Costa do Marfim, Marrocos, Moçambique e Tunísia. Além disso, existem cinco “parceiros adicionais”: Angola, Gana, Senegal, Mauritânia e Tanzânia, que também colaboram em diversas iniciativas.
O Plano Mattei reflete uma nova abordagem nas relações entre a Europa e África, promovendo um desenvolvimento que beneficia ambas as partes. A inclusão dos novos membros é um passo significativo para fortalecer esta colaboração e abordar os desafios económicos e sociais que o continente enfrenta.
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Plano Mattei Nota: análise relacionada com Plano Mattei.
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Fonte: ECO





