O ECO anunciou o lançamento do projeto editorial .IA, uma iniciativa que visa colocar a inteligência artificial (IA) no centro das discussões sobre o seu impacto nas empresas e na sociedade. Este projeto, que arranca este mês, junta empresas e academia, com o objetivo de acompanhar os avanços na tecnologia e a sua adoção nas organizações.
Num contexto em que a inteligência artificial está a transformar rapidamente a economia, é crucial que as empresas se mantenham atualizadas sobre as novidades e desafios que esta tecnologia apresenta. O .IA terá uma agenda editorial focada não apenas nas oportunidades que a IA oferece, mas também nos riscos e barreiras que podem dificultar a sua implementação.
De acordo com um inquérito recente do Instituto Nacional de Estatística, apenas 8,6% das empresas portuguesas estavam a utilizar tecnologias de inteligência artificial em 2024, um aumento modesto de 0,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Este número é significativamente inferior à média de 13,5% da União Europeia, evidenciando a necessidade de um acompanhamento mais eficaz deste fenómeno. O .IA irá lançar um barómetro trimestral, intitulado Estado da Adoção, para monitorizar a evolução da utilização da IA em Portugal.
O projeto .IA propõe-se ser um espaço de diálogo entre as empresas, promovendo a partilha de experiências e um debate aberto sobre a utilização da inteligência artificial. Com uma lista de parceiros fundadores que inclui grandes grupos empresariais como Accenture, Ageas, COTEC Portugal, CTT, CUF, MEO, PLMJ, Santander, Visabeira e WPP, o ECO está a dar passos concretos para fomentar a competitividade da economia portuguesa através da IA. O INESC, como parceiro de conhecimento, também se junta a esta iniciativa, reforçando a ligação entre academia e mercado.
Arlindo Oliveira, presidente do INESC, sublinha que a tecnologia de IA já demonstrou ser útil em várias tarefas, mas a sua adoção em larga escala requer mudanças nos processos internos e na cultura das empresas. Oliveira destaca que, embora o potencial transformador da inteligência artificial generativa seja significativo, a transformação será lenta devido a fatores culturais e procedimentais.
António Costa, diretor do ECO, considera que o projeto .IA é estratégico, pois permite avaliar o que as empresas estão a fazer em termos de organização e processos. Ele afirma que é fundamental que o ECO atue como um agente ativo nesta transformação, promovendo a partilha de informações e melhores práticas entre as empresas.
Para dar início ao projeto, o .IA organizará uma conferência no dia 24 de setembro, entre as 9h e as 11h, no Estúdio ECO. O evento irá discutir as barreiras à adoção da inteligência artificial pelas empresas, contando com a presença do secretário de Estado para a Digitalização, Bernardo Correia, como orador principal. Esta conferência será uma oportunidade para explorar o que as empresas estão a fazer e o que as impede de avançar na implementação da IA.
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Fonte: ECO





