Gato Preto renova-se com perdão de 40 milhões de euros

A famosa cadeia de lojas de decoração Gato Preto está a dar um novo passo na sua recuperação financeira, após a aprovação do seu plano de recuperação (PER) pelo tribunal de Sintra. Com dívidas que ascendem a 50 milhões de euros, a empresa conseguiu que os seus credores perdoassem 40 milhões, permitindo assim a sua continuidade no mercado.

Apesar deste perdão significativo, a reestruturação traz consigo consequências. O Gato Preto, que atualmente conta com 15 lojas em Portugal, irá encerrar 10 delas e também se retirará do mercado espanhol, onde opera desde o início do milénio. Esta decisão implica a saída de dezenas de trabalhadores, mas a empresa manterá algumas lojas abertas em locais estratégicos, como Almada, Alcochete, Matosinhos, Viseu e Amadora. Para 2026, o Gato Preto prevê vendas de 4,6 milhões de euros, um valor que reflete a nova realidade da empresa.

Nos últimos anos, o Gato Preto enfrentou dificuldades crescentes, com prejuízos de 11 milhões de euros em 2025. A pandemia e a crise de fornecimento provocada pelo encalhe de um navio no Canal de Suez em 2021 contribuíram para uma queda acentuada nas vendas, que desceram de 40 milhões para menos de 20 milhões de euros.

Para compensar os trabalhadores afetados pelo encerramento das lojas, o Gato Preto estima que terá de pagar quase um milhão de euros em indemnizações. Este valor será financiado pela venda de um armazém nos arredores de Lisboa, que a empresa considera “sobredimensionado” para as suas necessidades atuais e futuras, prevendo-se que a venda possa render 1,2 milhões de euros.

No que diz respeito aos credores, os créditos subordinados, que totalizam cerca de 26 milhões de euros do grupo Aquinos, serão perdoados na totalidade. Os bancos, por sua vez, irão perdoar menos de dez milhões de euros, enquanto o Gato Preto compromete-se a pagar os restantes 20% da dívida (equivalente a 2,4 milhões de euros) em 60 prestações mensais, com um período de carência de 12 meses.

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Os principais credores incluem bancos portugueses como o Novobanco, BPI, Caixa Geral de Depósitos e BCP, além do BBVA, que é o mais exposto com 2,5 milhões de euros. Os fornecedores também enfrentarão um perdão significativo, recuperando apenas cerca de dois milhões de euros de uma dívida total de quase dez milhões, a ser liquidada ao longo de cinco anos.

A recuperação do Gato Preto representa uma nova fase para a empresa, que, apesar dos desafios, procura adaptar-se e reforçar a sua presença nos canais online. Leia também: O impacto da reestruturação no setor de retalho em Portugal.

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Fonte: ECO

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