A bolsa portuguesa encerrou a semana com uma queda superior a 3,5%, marcando a pior performance desde abril do ano passado. O conflito no Médio Oriente teve um impacto significativo, levando a um sell-off generalizado nos mercados acionistas a nível global. Entre as empresas mais afetadas, destacam-se a Mota-Engil e o BCP, ambas a registarem descidas superiores a 9%.
Na sessão desta sexta-feira, o índice PSI fechou ligeiramente em alta, com um avanço de 0,15%, fixando-se nos 8.946,04 pontos. Este pequeno ganho foi impulsionado pela subida de 3,89% da REN, que reagiu positivamente aos resultados financeiros divulgados na quinta-feira. A Galp também teve um desempenho positivo, valorizando-se em 2,79%, para 19,69 euros, beneficiando da escalada dos preços do petróleo.
Apesar deste fecho positivo, o balanço semanal do PSI é preocupante, com uma perda acumulada de 3,56% nas últimas cinco sessões. O setor da construção e o da banca foram os que mais contribuíram para esta queda, com a Mota-Engil e o BCP a liderarem as descidas. A Galp, com a sua valorização, conseguiu atenuar a queda da bolsa, mas a situação geral permanece tensa.
Além disso, a Nos também se destacou ao evitar as descidas, com as suas ações a dispararem mais de 7%, alcançando os 5,52 euros. Este aumento foi impulsionado por resultados financeiros positivos e pela duplicação do dividendo extraordinário a ser pago aos acionistas.
As bolsas europeias também sentiram o impacto do conflito no Médio Oriente, encerrando a semana com o pior saldo em quase um ano. O aumento dos preços das matérias-primas gerou receios sobre a economia global, levando a um reajustamento das expectativas em relação a um possível aumento das taxas de juro, caso a inflação comece a subir novamente.
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Fonte: ECO





