O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, defendeu a necessidade de o Governo elaborar um plano de mitigação económica para enfrentar os efeitos da guerra no Médio Oriente. Em declarações aos jornalistas, Carneiro sublinhou que este plano deve abranger não apenas a questão dos combustíveis, mas também a redução dos custos dos bens alimentares e dos encargos com os empréstimos à habitação.
Carneiro fez estas afirmações à entrada de uma reunião com militantes, onde apresentou a sua recandidatura à liderança do PS, na Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores. O líder socialista alertou que as condições económicas tendem a agravar-se nos próximos tempos devido à instabilidade internacional. Neste contexto, considerou que a recente redução do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) é uma “medida escassa nos seus efeitos”.
“A redução de 13 cêntimos do ISP anunciada pelo governo é equivalente ao aumento que foi implementado no final de dezembro. É fundamental que o governo esclareça se está disposto a tomar decisões que tenham um impacto real na diminuição do ISP”, afirmou Carneiro.
Para abordar a situação, o secretário-geral do PS agendou um encontro para segunda-feira com representantes de empresas do setor de transportes e distribuição alimentar. Ele alertou que os “efeitos nocivos” da guerra no Irão poderão ser “profundos e duradouros”, enfatizando a importância de antecipar os impactos em vez de agir apenas após a ocorrência dos mesmos.
Questionado sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos, Carneiro lembrou que o primeiro-ministro já garantiu na Assembleia da República que não houve movimentos à margem do acordo bilateral. “Devemos confiar na palavra do primeiro-ministro. Se a sua palavra falhar num assunto tão estratégico, isso representaria um sério problema de credibilidade”, reforçou.
O líder do PS reconheceu a importância dos Estados Unidos como um “aliado estratégico fundamental” para Portugal, mas destacou que a Base das Lajes deve ser utilizada em conformidade com o direito internacional e a carta das Nações Unidas. “Se eu estivesse na posição do primeiro-ministro, diria claramente a um dos nossos aliados que a decisão que tomaram é errada, ilegal e ilegítima”, insistiu.
Relativamente à situação nos Açores, Carneiro alertou que a região enfrenta um “momento crítico” na sua vida económica e social. Defendeu que o PS tem uma estratégia para “transformar” a economia açoriana, tendo ouvido várias personalidades do tecido económico e social que expressaram preocupações, especialmente nas áreas do turismo, construção civil e na retenção da população jovem.
O secretário-geral do PS garantiu que o partido está atento aos investimentos que o governo deve realizar nas infraestruturas de Justiça e militares na região, e apelou ao Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) para implementar medidas que respondam aos desafios decorrentes da situação no Médio Oriente.
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Fonte: Sapo





