As mulheres representam a maioria da população em Portugal, com cerca de 5,6 milhões, o que equivale a 52,2% do total. Este número, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, revela uma tendência crescente, especialmente nas faixas etárias mais avançadas. No entanto, apesar dos avanços significativos nas últimas décadas, o perfil da mulher em Portugal ainda é marcado por desigualdades persistentes, especialmente no mercado de trabalho e nas condições de vida.
No campo da educação, as mulheres têm conquistado um lugar de destaque. Em 2024, 58% dos diplomados em ensino superior eram mulheres, com uma predominância notável em áreas como Educação e Saúde. Contudo, a presença feminina em áreas tradicionalmente masculinas, como Engenharia e Tecnologias da Informação, continua a ser reduzida, com apenas 32% e 20%, respetivamente.
No mercado de trabalho, a situação é mais complexa. Apesar de serem mais qualificadas, as mulheres estão sub-representadas em todas as faixas etárias. A diferença de participação no mercado de trabalho ultrapassa cinco pontos percentuais a partir dos 35 anos. Além disso, a desigualdade salarial ainda é uma realidade, com as mulheres a ganharem, em média, 7% menos do que os homens nos setores da Indústria e Serviços.
Em termos de liderança, Portugal tem feito progressos. Em 2024, as mulheres ocupavam 34,8% dos cargos de direção em empresas cotadas em bolsa, superando as metas internacionais. Na política, a representação feminina também tem aumentado, com 38,8% dos membros do Governo a serem mulheres.
A maternidade em Portugal tem vindo a ocorrer cada vez mais tarde, com a idade média das mães a situar-se em 31,7 anos. Este fenómeno reflete mudanças sociais significativas, com um aumento da proporção de bebés nascidos de mães estrangeiras, que passou de 13% em 2020 para 26% em 2024.
A saúde das mulheres em Portugal apresenta um paradoxo: embora a esperança média de vida seja superior à dos homens, a qualidade de vida saudável é inferior, com apenas 58,3 anos sem limitações de saúde. Este cenário evidencia a necessidade de abordar as desigualdades que persistem.
No Dia Internacional da Mulher, é importante reconhecer as conquistas, mas também as desigualdades que ainda existem. O perfil da mulher em Portugal é um reflexo de avanços significativos, mas o caminho para a igualdade plena continua a ser um desafio. Leia também: “Desigualdade salarial: um desafio persistente em Portugal”.
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Fonte: Sapo





