Os preços do petróleo registaram um aumento superior a 53% desde o início do conflito entre os Estados Unidos e o Irão, uma situação que tem contribuído para a pressão inflacionista sobre o “ouro negro”. De acordo com a corretora XTB, esta escalada nos preços foi notada especialmente esta segunda-feira.
O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), que serve de referência nos EUA, ultrapassou os 100 dólares pela primeira vez desde julho de 2022. Nesta manhã, o petróleo Brent, referência para a Europa, atingiu os 108,04 dólares por barril, refletindo uma subida de 16,56%. Este aumento significativo nos preços do petróleo tem levantado preocupações sobre o impacto nas economias globais.
Analistas da XTB alertam que a semana promete ser intensa, não apenas devido ao calendário macroeconómico, mas também em virtude das tensões persistentes no Médio Oriente. Desde o início do conflito, o petróleo tem exercido uma influência considerável sobre os mercados financeiros, com um aumento de 15% apenas hoje e uma valorização de 47% desde 27 de fevereiro.
O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subiu 15%, alcançando 106,86 dólares, em comparação com os 92,69 dólares da sexta-feira anterior. Este valor representa um aumento de mais de 47% em relação ao preço de 72,87 dólares registado antes do início do conflito no Médio Oriente. Por outro lado, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), para entrega em abril, subiu 14%, atingindo 107,67 dólares.
Os preços do petróleo são um indicador crucial da saúde económica global e a sua subida pode ter repercussões significativas em diversos setores, desde o transporte até à produção industrial. As empresas e consumidores devem estar atentos a estas flutuações, uma vez que podem impactar diretamente os custos e a inflação.
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preços do petróleo Nota: análise relacionada com preços do petróleo.
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Fonte: Sapo





