A Saks Global anunciou o encerramento de 15 lojas, incluindo 12 Saks Fifth Avenue e três Neiman Marcus, como parte de um processo de reestruturação. Esta decisão surge após a empresa ter solicitado proteção contra credores em janeiro, devido a uma dívida de 3,4 mil milhões de dólares. O objetivo da Saks Global é reduzir perdas e concentrar-se em localizações mais rentáveis, onde a marca possa ter um desempenho superior.
Geoffroy van Raemdonck, diretor-executivo da Saks Global, explicou que esta reestruturação permitirá à empresa focar nas suas capacidades distintivas e vantagens competitivas. “Estamos a criar uma plataforma mais forte para os nossos parceiros de marca e uma experiência ainda mais atrativa para os clientes”, afirmou. A empresa pretende aprofundar a fidelização dos clientes e aumentar as vendas a preço integral, ao mesmo tempo que reforça o valor das marcas parceiras.
Com este encerramento, a Saks Global acredita ter praticamente concluído a otimização da sua rede de lojas. No entanto, a empresa continua em diálogo com proprietários de espaços comerciais para decidir o futuro das suas operações. É importante notar que não estão previstas alterações na rede operacional da Bergdorf Goodman. A Saks Global expressou a sua gratidão pelos colaboradores afetados e está a oferecer oportunidades de transferência sempre que possível.
A situação financeira da Saks Global parece ter melhorado, com acesso a 825 milhões de dólares de um total de 1,75 mil milhões de dólares em capital comprometido. Este financiamento permitirá à empresa continuar a operar e a realizar novas encomendas junto das marcas parceiras. Além disso, mais de 500 marcas já retomaram os envios para a Saks, liberando cerca de 1,3 mil milhões de dólares em mercadorias, o que representa mais de 80% do inventário esperado entre fevereiro e abril.
A Saks Global já tinha encerrado outras lojas anteriormente, incluindo as de descontos OFF Saks Fifth Avenue e outras nove unidades nos EUA. Em fevereiro, um juiz norte-americano aprovou um financiamento adicional de mil milhões de dólares, o que ajudou a acalmar as preocupações de credores importantes, como Chanel e LVMH.
Leia também: O futuro do retalho de luxo em tempos de crise.
Leia também: Vasco Guerreiro: Novo Diretor de Marketing da SAP Portugal
Fonte: ECO





