Os candidatos às eleições autárquicas em França, marcadas para este domingo, foram alvo de ciberataques que levantam preocupações sobre a integridade do processo eleitoral. Esta terça-feira, as autoridades de segurança revelaram que uma campanha de difamação digital está em curso, mas a sua origem ainda não foi determinada.
Esta operação de manipulação informática sucede a um ataque anterior dirigido a Pierre-Yves Bournazel, um candidato de centro-direita à presidência da Câmara de Paris. O Viginum, o serviço responsável por combater estas ingerências, atribuiu esse ataque a uma rede ligada à Rússia. Agora, dois deputados do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI), Sébastien Delogu e François Piquemal, também foram visados, conforme noticiado pelo diário Le Monde.
O Viginum identificou recentemente vários sites e contas nas redes sociais com características de inautenticidade, incluindo fotos geradas por Inteligência Artificial e metadados que indicam a presença de “marcadores técnicos estrangeiros”. As investigações continuam para determinar a origem destes ciberataques, que, segundo a fonte de segurança, tiveram uma visibilidade limitada até agora. A Justiça francesa já abriu um inquérito por difamação.
Um dos principais alvos da campanha é um site falso chamado “Blog da Sophie”, que se apresenta como o testemunho de uma ex-subordinada de Delogu. Este blogue insinua comportamentos violentos e tem como objetivo prejudicar a imagem do candidato. As contas associadas a este blogue nas redes sociais Facebook e X foram rapidamente removidas, mas não antes de causar danos significativos.
François Piquemal, também vítima da campanha, denunciou a divulgação de dados pessoais, incluindo a sua morada, na Internet. Ele está a considerar apresentar queixa por difamação, enquanto Sébastien Delogu já fez o mesmo, afirmando ter sido alvo de acusações indecentes desde o início da sua campanha.
Segundo o Le Monde, a rede de contas falsas está ligada ao Elnet, um lóbi pró-israelita que se opõe à LFI e que tem estado ativo nas redes sociais. Ambos os candidatos estão profundamente envolvidos na crítica às operações militares de Israel na Faixa de Gaza, o que pode ter contribuído para os ataques que estão a sofrer.
As eleições autárquicas em França realizam-se em duas voltas: a primeira no próximo domingo e a segunda a 22 de março. Este cenário de ciberataques levanta questões sobre a segurança e a transparência do processo eleitoral no país. Leia também: O impacto da desinformação nas eleições.
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Fonte: ECO





