Investimento em energia nuclear não é viável em Portugal

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que o investimento em energia nuclear “não faz sentido” para Portugal. Durante uma conferência em Guimarães, a ministra sublinhou que o futuro energético do país deve centrar-se nas energias renováveis.

Maria da Graça Carvalho explicou que a energia nuclear pode ser uma opção para países com menor potencial renovável, como aqueles que têm “menos sol, menos vento e menos hídrica”. Contudo, para Portugal, que já investiu significativamente em energias renováveis, a aposta deve continuar a ser nessa área.

“Para a energia nuclear, é preciso um investimento inicial bastante elevado, que, portanto, no nosso caso não faz sentido. Temos muito potencial renovável e já o exploramos, por isso a nossa prioridade deve ser nas energias renováveis”, afirmou a ministra.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou recentemente uma garantia de 200 milhões de euros para apoiar o investimento privado em tecnologias nucleares inovadoras. Esta iniciativa visa mitigar as vulnerabilidades associadas à dependência de gás e petróleo do Médio Oriente.

“Precisamos de mobilizar investimento e hoje posso anunciar que criaremos uma garantia de 200 milhões de euros para apoiar o investimento privado em tecnologias nucleares inovadoras. Os recursos virão do Sistema de Comércio de Emissões, com o objetivo de reduzir o risco dos investimentos em tecnologias de baixo carbono e incentivar outros investidores a participar”, declarou von der Leyen.

Para Maria da Graça Carvalho, a energia nuclear é uma solução que faz sentido em países da Europa Central, que enfrentam desafios energéticos diferentes. “Esses países têm menos sol, menos vento e menos hídrica, o que limita o seu potencial renovável. Como resultado, restam-lhes opções como o carvão, que muitos já abandonaram devido à poluição, ou o gás, que atualmente apresenta preços elevados e uma forte dependência de fontes externas”, explicou.

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A ministra destacou que, após o investimento inicial, a energia nuclear pode ter um custo baixo, mas o elevado investimento inicial é um fator limitante para Portugal. Em contraste, o país tem feito uma “grande aposta” nas energias renováveis, o que lhe confere uma posição competitiva e uma boa performance em termos de independência energética.

Portugal, com a sua vasta capacidade de geração de energia a partir de fontes renováveis, continua a ser um exemplo de como a transição energética pode ser feita de forma sustentável e viável. Leia também: O futuro das energias renováveis em Portugal.

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Fonte: ECO

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