O ministro da Educação, Fernando Alexandre, expressou a sua preocupação em relação às falhas no alojamento de professores na Câmara Municipal de Lisboa. Durante uma entrevista ao podcast “Política com Assinatura”, da Antena 1, o governante sublinhou que a autarquia liderada por Carlos Moedas tem a responsabilidade de melhorar a situação do alojamento de docentes, que tem vindo a ser um problema nos últimos anos.
Fernando Alexandre destacou que existem zonas do país, como a Grande Lisboa, onde os custos de habitação são particularmente elevados. “Vários municípios têm feito um esforço para disponibilizar residências para professores, e isso é fundamental”, afirmou. O ministro citou exemplos de municípios como Oeiras e Cascais, que têm conseguido integrar melhor os docentes. “Lisboa precisa de um grande investimento nesta área, pois houve um erro na atribuição das escolas às freguesias, que não têm capacidade para dar a atenção necessária”, acrescentou.
O ministro foi claro ao afirmar que “o município de Lisboa deve prestar mais atenção às escolas”. Esta crítica surge num momento em que se aproxima o início do ano letivo, e Fernando Alexandre garantiu que “não faltam professores”. Apesar de existirem cerca de vinte mil professores não colocados, o ministro esclareceu que as necessidades do Ministério da Educação são bem menores.
Relativamente aos professores que ainda não foram colocados, Fernando Alexandre indicou que muitos deles são oriundos do norte do país, acima do Douro. A razão para a sua não colocação deve-se ao facto de muitos não aceitarem deslocar-se para o centro e sul do país, além de recusarem horários incompletos. Esta situação levanta questões sobre o alojamento de professores e a necessidade de uma abordagem mais eficaz por parte da Câmara Municipal de Lisboa.
Leia também: A importância do alojamento acessível para docentes em Lisboa.
alojamento de professores alojamento de professores alojamento de professores Nota: análise relacionada com alojamento de professores.
Leia também: Governo mantém exames para acesso ao ensino superior em Portugal
Fonte: Sapo





