A Agência Internacional de Energia (IEA) está a propor a maior injeção de reservas de petróleo da história, com o objetivo de estabilizar os preços nos mercados internacionais. Esta proposta envolve a libertação de mais de 182 milhões de barris, superando a injeção realizada após a invasão da Ucrânia pela Rússia, conforme reportado pelo “Wall Street Journal”.
Atualmente, o preço do petróleo está a subir, registando um aumento superior a 2%, alcançando os 90 dólares por barril. Simultaneamente, o preço do gás também está a subir, com um aumento de 3%, fixando-se em 49 euros por MWh. Esta escalada nos preços é um reflexo das tensões geopolíticas em curso, especialmente no contexto da guerra que se intensificou na região.
No 12º dia de conflito, os Estados Unidos e Israel intensificaram os seus bombardeamentos no Irão, o que levou a Guarda Revolucionária do Irão a alertar que está pronta para bloquear petroleiros no estreito de Ormuz. Este estreito é crucial, uma vez que por ali transita cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. Em resposta, os EUA anunciaram a destruição de 16 navios iranianos que estavam a colocar minas na região, uma ação que visa garantir a segurança das rotas comerciais.
O impacto da guerra é devastador. De acordo com o embaixador do Irão nas Nações Unidas, Amir Saied Iravani, mais de 1.300 civis perderam a vida devido aos bombardeamentos, com quase 8 mil casas destruídas e danos significativos em infraestruturas médicas, educativas e energéticas. Além disso, 1.600 centros de serviços e comércio foram afetados, conforme reportado pela “Reuters”.
Em Israel, os ataques resultaram na morte de 11 pessoas, incluindo 7 soldados dos EUA, e cerca de 140 feridos. A situação continua a ser monitorizada de perto, uma vez que as repercussões económicas e sociais deste conflito podem ser profundas e duradouras.
A proposta da IEA para a injeção de petróleo surge num momento crítico, onde a estabilidade dos preços é essencial para a economia global. A injeção de petróleo pode ser uma solução temporária, mas a situação geopolítica continua a ser volátil. Leia também: “Impacto da guerra no mercado de energia”.
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Fonte: Sapo





