O Comando Operacional das Forças Armadas da Polónia anunciou que abateu drones russos que invadiram o seu espaço aéreo. Esta ação levou o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, a invocar o artigo 4.º do Tratado da NATO, que permite consultas entre os Estados-membros em caso de ameaças à segurança.
Na quarta-feira, as forças polacas monitorizaram vários objetos aéreos por radar e decidiram neutralizar aqueles que representavam uma ameaça. O comando militar confirmou que alguns dos drones russos foram abatidos e que estão a ser realizados esforços para localizar os locais de impacto.
A violação do espaço aéreo polaco é considerada sem precedentes, com o Comando Operacional a relatar que, na madrugada de quarta-feira, o território polaco foi repetidamente atacado por drones lançados pela Rússia, com as províncias de Podlaquia, Mazóvia e Lublin a serem as mais afetadas. O governo polaco recomendou à população que permanecesse em casa durante as operações.
Em resposta a esta situação, Donald Tusk anunciou a ativação do artigo 4.º do Tratado da NATO, que exige consultas entre os aliados quando a integridade territorial ou a segurança de um Estado-membro está em risco. Tusk descreveu as ações da Rússia como uma “provocação em grande escala”, referindo que a Polónia sofreu 19 violações do seu espaço aéreo por drones russos.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também comentou o incidente, considerando que o ataque com drones russos a partir da Ucrânia constitui um precedente perigoso para a Europa. Zelensky sublinhou que este não foi um caso isolado, mas sim um ataque coordenado com pelo menos oito drones. Ele apelou a uma resposta firme por parte dos países ocidentais, alertando que a Rússia tende a ultrapassar os limites sem uma reação adequada.
O ataque mais recente da Rússia envolveu o uso de mais de 40 mísseis e 415 drones, com as defesas aéreas ucranianas a conseguirem neutralizar a maioria dos ataques. No entanto, alguns drones e mísseis conseguiram atingir alvos, resultando em vítimas. A situação continua a ser monitorizada de perto, com as autoridades a manterem a população informada sobre os desenvolvimentos.
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Fonte: ECO





