No dia 12 de março, os trabalhadores da Agência Lusa realizaram uma greve parcial, acompanhada de concentrações em Lisboa e no Porto, para expressar a sua preocupação com o futuro das suas instituições. O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, juntou-se ao protesto em Lisboa, junto ao Conselho de Ministros, entre as 11h e as 13h.
As Comissões de Trabalhadores (CT) da RTP e da Lusa manifestaram a sua inquietação em relação à falta de clareza nas políticas públicas do Governo, que têm gerado um ambiente de incerteza. Numa declaração conjunta, as CT sublinharam a necessidade de informações claras sobre a possível fusão das sedes da Lusa e da RTP, alertando que essa junção poderia comprometer a identidade e a qualidade dos serviços prestados por ambos os órgãos de comunicação social.
“O futuro da RTP e da Lusa está em risco. A junção das sedes pode afetar a autonomia e a qualidade do nosso trabalho”, afirmaram as comissões. O comunicado foi também subscrito por outras organizações representativas dos trabalhadores, incluindo Conselhos de Redação e sindicatos, que reforçaram a importância da defesa da independência editorial e da estabilidade das condições de trabalho.
Após uma reunião que teve lugar na terça-feira, as CT comprometeram-se a manter uma articulação contínua e a avaliar a adoção de iniciativas conjuntas. “É fundamental que a independência editorial e a autonomia institucional sejam preservadas, pois são pilares essenciais para o cumprimento das nossas missões de serviço público”, destacaram.
As comissões apelaram ainda à mobilização de todos os trabalhadores para as manifestações agendadas pela Lusa, que ocorrerão na quinta-feira, entre as 11h00 e as 13h00, em Lisboa, em frente à sede do Governo (Campus XXI), e no Porto, em frente à delegação da Lusa (Praça Coronel Pacheco, n.º 2).
Os profissionais da Lusa e da RTP estão também preocupados com a exclusão das organizações representativas na elaboração dos novos estatutos, exigindo a preservação da independência editorial e funcional da agência. Além disso, reclamam a abertura imediata de negociações sobre o seu caderno reivindicativo, que inclui a rejeição de mudanças de sede ou sinergias que possam ser prejudiciais.
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Fonte: Sapo





