O ecossistema Microsoft em Portugal teve um impacto significativo na economia nacional, contribuindo com 7,3 mil milhões de euros, o que representa cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, de acordo com um estudo da consultora EY. Este relatório, intitulado “Impacto Económico e Social do Ecossistema Microsoft em Portugal”, foi divulgado recentemente e revela a importância da empresa e dos seus parceiros na criação de valor económico.
Andrés Ortolá, diretor-geral da Microsoft em Portugal, destacou que esta contribuição representa um aumento considerável em relação aos 4,9 mil milhões de euros registados em 2021. “A digitalização da economia portuguesa é um caminho necessário e é encorajador ver um crescimento tão significativo”, afirmou Ortolá durante uma conferência de imprensa.
O estudo da EY também indica que a Microsoft suporta, direta e indiretamente, cerca de 35 mil postos de trabalho em Portugal. Para cada euro investido em produtos da Microsoft, são gerados aproximadamente 9,6 euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB), sublinhando a relevância da empresa para a economia local.
Além disso, o estudo apresenta o “Frontier Success Framework”, um modelo estratégico que visa orientar as organizações na adoção de inteligência artificial (IA). Este modelo identifica quatro áreas-chave onde a IA pode transformar as empresas: melhorar a experiência dos colaboradores, reinventar a relação com os clientes, reconfigurar os processos de negócio e acelerar a inovação. Estas dimensões são fundamentais para que as empresas possam adaptar-se a um ambiente económico cada vez mais digital.
O impacto da Microsoft em Portugal poderá ainda aumentar. Com a conclusão do segundo edifício da Start Campus, prevista para 2027, a contribuição do ecossistema Microsoft pode atingir os 9 mil milhões de euros. Além disso, estima-se que surjam cerca de 8.300 novos empregos devido aos investimentos em IA, especialmente na infraestrutura de centros de dados.
Andrés Ortolá também comentou sobre o projeto em Sines, que está a evoluir positivamente. Ele acredita que, quando a infraestrutura estiver a funcionar em pleno, uma parte significativa das consultas europeias poderá ser processada em Portugal, consolidando o país como um hub regional de inteligência artificial. “Temos de jogar uma espécie de Champions League de IA. É crucial que não tenhamos problemas de comunicações, energéticos ou de segurança”, enfatizou.
Por fim, Ortolá expressou apoio à candidatura ibérica para a criação de uma gigafábrica de IA, que poderá gerar ainda mais empregos e reforçar a colaboração entre Portugal e Espanha. “A estratégia conjunta é promissora e temos grandes oportunidades de sucesso”, concluiu.
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Fonte: ECO





