As autoridades portuguesas e francesas voltaram a intensificar a investigação sobre Armando Pereira, cofundador da Altice, com novas buscas domiciliárias realizadas em Guilhofrei, Vieira do Minho. A operação, que envolveu o Ministério Público e a Polícia Judiciária francesa, também incluiu a casa do empresário bracarense Hernâni Vaz Antunes, em Gualtar.
De acordo com informações avançadas pela SIC e pelo jornal Público, uma procuradora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, acompanhada por elementos da PSP e um representante da justiça francesa, esteve várias horas na residência de Armando Pereira. Além disso, foram alvo de buscas diversas sociedades associadas a Hernâni Vaz Antunes.
As novas diligências surgem no contexto de suspeitas e novos factos que as autoridades tentam esclarecer. O advogado de Armando Pereira, Pedro Marinho Falcão, confirmou ao PÚBLICO que esta foi a terceira vez que a casa do seu cliente foi alvo de buscas. O advogado expressou a sua perplexidade face à continuidade das investigações, afirmando que “não se compreende esta encenação do Ministério Público que há muito já deveria ter terminado o inquérito”.
A operação em curso levanta questões sobre a transparência e a eficácia das investigações em curso, especialmente quando se trata de figuras proeminentes no mundo empresarial, como Armando Pereira. A Altice, uma das maiores empresas de telecomunicações em Portugal, tem estado sob o olhar atento das autoridades, e a continuidade das buscas pode indicar a complexidade do caso.
Com as autoridades a procurarem provas que sustentem as suspeitas, o desfecho deste processo permanece incerto. A situação de Armando Pereira e a sua relação com a Altice continua a ser um tema de grande interesse público. Leia também: “O impacto das investigações na Altice e no mercado português”.
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Fonte: Sapo





