A construção de uma gigafábrica de inteligência artificial (IA) em Portugal está a ganhar forma, com Sines a ser o local principal e Abrantes a surgir como uma alternativa estratégica. Se a candidatura ibérica for bem-sucedida, Abrantes funcionará como um polo secundário, oferecendo redundância e rápido acesso ao mercado. O consórcio português, liderado pelo Banco de Fomento, considera Abrantes uma localização excecional, dada a sua proximidade ao centro demográfico.
A futura gigafábrica de IA deverá ter uma capacidade instalada de cerca de 150 megawatts, suportada por mais de 100 mil GPUs de última geração. Esta infraestrutura permitirá fornecer serviços avançados de IA a empresas, universidades e centros de investigação, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico em Portugal. Do lado espanhol, a cidade de Tarragona é uma das opções, com Madrid a ser considerada como redundância.
Além das novidades sobre a gigafábrica de IA, a Mota-Engil está a enfrentar um processo judicial. O fundo Muddy Waters, conhecido por realizar short-selling, moveu uma ação de difamação contra o CEO da construtora, Carlos Mota dos Santos. O processo foi apresentado em dezembro de 2024, num tribunal federal do Texas, e a Mota-Engil já confirmou que está a trabalhar com os seus advogados para contestar a ação, alegando que as acusações são infundadas.
Por outro lado, o Cube Infrastructure Managers está a vender a sua participação de 54% na DSTelecom, o maior operador grossista de telecomunicações em Portugal. Desde 2018, o fundo tem procurado potenciais investidores, com o objetivo de receber propostas não vinculativas antes do verão. A venda poderá incluir também a participação de 46% que pertence ao grupo bracarense DST.
Estas notícias destacam-se no panorama económico nacional, refletindo a evolução do setor tecnológico e as movimentações no mercado de telecomunicações. A gigafábrica de IA em Abrantes e Sines representa um passo significativo para Portugal na corrida tecnológica, enquanto a Mota-Engil enfrenta desafios que podem impactar a sua reputação e operações.
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Fonte: ECO





