Como se formam os preços dos combustíveis em Portugal

Os preços dos combustíveis em Portugal resultam de uma complexa cadeia de valor que vai desde a extração do petróleo até ao abastecimento nos postos. Compreender como se formam estes preços é essencial para os consumidores, especialmente num contexto de constantes flutuações. Recentemente, o preço do gasóleo ultrapassou o peso dos impostos, uma exceção à regra habitual.

De acordo com dados do site das Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes (Epcol), o preço médio da gasolina 95, a 9 de março, era de 1,776 euros por litro. Neste valor, 50% correspondem a impostos, 33% à cotação do mercado, 10% a custos de armazenagem, distribuição e comercialização, e 7% à componente de biocombustível. No caso do gasóleo rodoviário, que custava em média 1,817 euros por litro, a situação era diferente: 46% do preço era atribuído à cotação da matéria-prima, enquanto 40% eram impostos.

Esta inversão nos preços dos combustíveis é resultado de um regime implementado pelo Governo, que prevê um desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) quando o preço do gasóleo aumenta mais de dez cêntimos em relação ao valor anterior à guerra no Irão. Para o gasóleo, os biocombustíveis representam 7% do preço, enquanto os custos de armazenagem e distribuição ficam em 6%.

Mas o que está por trás de cada uma destas parcelas? A cotação dos combustíveis não se baseia apenas no preço do barril de petróleo, mas sim nas cotações diárias dos produtos derivados do petróleo, conforme indica a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE). Os impostos incluem o ISP, a Contribuição Rodoviária e a Taxa de Carbono, além do IVA, que incide sobre todas as componentes do preço.

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Na parte referente a “Armazenagem, Distribuição e Comercialização”, são contabilizados diversos custos. A comercialização abrange as margens das gasolineiras, mas antes disso, é necessário considerar os custos de transporte do petróleo até Portugal, o armazenamento de reservas estratégicas e as operações logísticas de receção e armazenamento de produtos derivados.

Como Portugal não produz petróleo, todos estes custos são inevitáveis. Após a importação, o petróleo é refinado em produtos como gasolina e gasóleo, que são depois distribuídos pelo país. Os custos logísticos e de armazenagem são cruciais, especialmente em situações de escassez, como as provocadas por conflitos internacionais.

Por fim, a incorporação de biocombustíveis, obrigatória por lei, visa reduzir as emissões de gases poluentes. Após todas estas etapas, somam-se os impostos ao preço definido pelo vendedor, resultando no valor que os consumidores encontram nos painéis das gasolineiras.

Leia também: O impacto dos impostos nos preços dos combustíveis.

preços dos combustíveis preços dos combustíveis Nota: análise relacionada com preços dos combustíveis.

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Fonte: ECO

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