A UEFA anunciou o cancelamento da Finalíssima, um esperado confronto entre a Espanha, campeã europeia, e a Argentina, vencedora da Copa América de 2024. A decisão foi tomada devido ao atual conflito no Médio Oriente, que impossibilita a realização do jogo no Qatar, conforme comunicado oficial da UEFA.
O organismo europeu expressou o seu profundo pesar pela impossibilidade de as duas seleções competirem pelo troféu, sublinhando o historial do Qatar na organização de eventos internacionais de grande envergadura. A UEFA agradeceu ainda ao comité organizador e às autoridades do Qatar pelo esforço em tentar acolher a partida, manifestando esperança de que a paz regresse rapidamente à região.
Antes de tomar esta decisão, a UEFA explorou várias alternativas para manter a realização da Finalíssima. Uma das opções consideradas foi a realização do jogo no Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, na data inicialmente prevista, com uma divisão equitativa de adeptos entre as duas seleções. No entanto, esta proposta foi rejeitada pela Associação do Futebol Argentino.
Outra hipótese discutida foi a realização da Finalíssima em dois jogos, com o primeiro a ocorrer em Madrid e o segundo em Buenos Aires, mas esta ideia também não foi aceite. A UEFA ainda tentou garantir que a partida pudesse acontecer num estádio neutro na Europa, mantendo a data de 27 de março ou, alternativamente, 30 de março, mas novamente a proposta não foi aprovada pela federação argentina.
A Argentina sugeriu a possibilidade de jogar após o próximo Campeonato do Mundo, mas a falta de datas disponíveis na agenda da seleção espanhola inviabilizou essa opção. Por fim, a equipa sul-americana mostrou disponibilidade apenas para jogar em 31 de março, uma data que se revelou impossível para a UEFA.
A Finalíssima, cuja primeira edição teve lugar em 2022 em Londres, estava marcada para o Estádio Lusail, que foi palco da final do Mundial de 2022. O conflito no Médio Oriente, que se intensificou recentemente, já causou mais de dois mil mortos, principalmente iranianos, e gerou centenas de milhares de deslocados, especialmente no Líbano.
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Finalíssima Nota: análise relacionada com Finalíssima.
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Fonte: ECO





