O setor da papelaria em Portugal está a passar por uma transformação significativa, com a introdução de produtos inovadores que visam atender a uma diversidade de necessidades. Entre as novidades, destacam-se réguas inclusivas para autistas e cegos, lápis infinitos com conteúdos educativos e postais feitos em madeira. Este ecossistema, que inclui cerca de 1.500 empresas e 23 mil trabalhadores, representa um volume de negócios de aproximadamente 3,1 mil milhões de euros, segundo João Oliveira, vice-presidente da Associação de Profissionais de Papelaria e Gift (APPG).
A Ecoplast, uma empresa brasileira, apresentou na recente Gift Paper, realizada na Exponor em Matosinhos, uma régua inclusiva que facilita a leitura para crianças com dislexia e autismo. “Este produto foi desenvolvido com a colaboração de especialistas em psicopedagogia e é um exemplo claro de como o setor da papelaria pode inovar”, explica Ferdinando Carvalho, diretor comercial da Ecoplast. Além das réguas inclusivas, a empresa oferece também opções em braille e para canhotos.
Outra empresa em destaque é a Office Point, que apresentou postais 100% em madeira, uma alternativa diferenciada no mercado. “Os nossos postais são desenhados por artistas e são extremamente suaves ao toque”, afirma Karim Kesavji, diretor da empresa. A Office Point, que trabalha com 16 marcas exclusivas, também disponibiliza marcadores de livro em madeira, reforçando a sua aposta na sustentabilidade.
A JB Comércio Global, que começou como um cash & carry, diversificou a sua oferta e agora inclui produtos como o lápis infinito educativo. Este lápis, que não precisa de ser afiado, incorpora conteúdos como a tabuada e o abecedário, permitindo que as crianças aprendam de forma lúdica. “É um conceito que combina diversão e educação”, afirma José Miguel Borda, COO da empresa.
O caderno inteligente, que permite personalização e adaptação, também tem gerado grande interesse. Disponível em cerca de 300 pontos de venda em Portugal, este produto é um exemplo de como o setor da papelaria se adapta às novas necessidades dos consumidores.
A Olmar, uma das empresas mais antigas do setor, também tem vindo a inovar, apresentando produtos como canetas Bic com cores diferenciadas e tesouras feitas em titânio. João Oliveira, administrador da Olmar, destaca a importância de eventos como a Gift Paper para estabelecer novas parcerias e expandir o negócio. Com um volume de negócios superior a 20 milhões de euros, a empresa exporta para 32 países e recusa a ideia de que o setor seja sazonal, afirmando que o material de escritório é procurado durante todo o ano.
O setor da papelaria em Portugal está, assim, a “virar a página”, apostando na inovação e na inclusão, com produtos que não só atendem às necessidades educativas, mas que também promovem a sustentabilidade. Leia também: “O impacto da inovação no setor da papelaria”.
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Fonte: ECO





