Angola aposta na qualidade do café para aumentar exportações

Angola está a intensificar esforços para melhorar a qualidade do seu café, com o objetivo de aumentar a aceitação nos mercados internacionais. Vasco Gonçalves, diretor-geral do Instituto Nacional do Café de Angola (INCA), afirmou que ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que o café angolano atinja os padrões exigidos globalmente. Durante um workshop em Luanda, Gonçalves destacou a importância de abandonar práticas prejudiciais, como a colheita de café verde.

Atualmente, o café produzido em Angola não está a ser exportado com a qualidade ideal. Gonçalves explicou que, num sistema de sete categorias, o café angolano encontra-se apenas na segunda, com quatro níveis ainda por alcançar. Para melhorar a qualidade do café angolano, o INCA está a trabalhar com operadores, exportadores e comerciantes para eliminar práticas inadequadas, como deixar o café no chão ou ensacá-lo com materiais contaminantes.

Em 2024, Angola produziu cerca de 10.500 toneladas de café comercial, um número que ainda está longe do potencial do país. Durante o período colonial, Angola tinha cerca de 600 mil hectares dedicados ao cultivo do café, mas atualmente apenas 55 mil hectares estão em produção. Gonçalves sublinhou que existe uma grande margem para crescimento, especialmente nas áreas históricas de cultivo, sem a necessidade de desmatação.

O país cultiva principalmente café arábica nas províncias de Benguela, Huíla, Bié, Huambo e partes de Malanje e Cuanza Sul. O café robusta é cultivado em regiões como Uíje, Cuanza Sul, Cuanza Norte, Bengo e partes de Malanje, com a produção a expandir-se para o leste do país. Em 2024, Angola exportou 3.288 toneladas de café, principalmente para Portugal, Polónia e Itália, gerando receitas de 12 milhões de dólares (cerca de 10,2 milhões de euros).

Leia também  Crescimento das exportações portuguesas em tempos de incerteza

O cumprimento do Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desflorestação é uma prioridade. Gonçalves enfatizou que a responsabilidade de garantir a conformidade recai sobre os importadores, enquanto Angola deve assegurar boas práticas agrícolas na produção do café. O secretário de Estado para as Florestas, João da Cunha, também participou do workshop, destacando que o país está a implementar novos regulamentos para atender às exigências dos consumidores internacionais.

Angola está a recuperar a produção de café, aumentando a área plantada e utilizando áreas históricas de cultivo. João da Cunha afirmou que o café é um aliado na preservação da biodiversidade, crescendo em sistemas agroflorestais que se pretende promover. O regulamento da UE proíbe a comercialização de produtos provenientes de áreas desflorestadas desde 2020, o que reforça a necessidade de práticas sustentáveis na produção do café angolano.

Leia também: O impacto da sustentabilidade na agricultura em Angola.

café angolano Nota: análise relacionada com café angolano.

Leia também: Impacto das restrições ao petróleo e gás preocupa Ursula von der Leyen

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top