Caixa Geral de Depósitos admite práticas inadequadas no setor bancário

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reconheceu que a troca de informações sensíveis entre bancos, que levou a Autoridade da Concorrência a acusar o setor de práticas anticoncorrenciais, não era uma prática desejável nem adequada. No entanto, o presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, afirmou que não houve prejuízos para os clientes.

Durante uma audição na Comissão do Orçamento, Finanças e Administração Pública, Paulo Macedo sublinhou que a prática foi alterada porque não era a ideal. “Estamos a falar de uma prática que foi alterada, e se se alterou é porque de facto não era aquela que seria desejável ter existido”, explicou.

Macedo reiterou que, apesar da troca de informações, não se verificaram danos para os clientes. Segundo o gestor, atualmente, as informações relevantes estão acessíveis publicamente através do comparador do Banco de Portugal. “Não pode ser estratégica naquela altura e agora não ser”, afirmou, referindo que a concorrência no setor bancário se intensificou, especialmente com a troca de crédito à habitação entre intermediários.

O presidente da CGD também destacou que, embora existisse uma tabela de preços, a descentralização do processo de decisão nos mais de 500 balcões da Caixa resultou em condições diferenciadas, baseadas nas garantias apresentadas, na rentabilidade e na fidelização dos clientes. “Tudo isto faz com que haja preços diferentes”, concluiu.

Em relação às lições aprendidas, Paulo Macedo mencionou que a Caixa implementou mudanças nas suas regras internas, proibindo a troca de informações entre bancos. Além disso, foram formados mais de 6.000 trabalhadores para garantir que práticas inadequadas não se repitam. “Sentimos uma responsabilidade especial não por uma questão legal, mas por questão de exemplo”, afirmou.

Quanto à coima de 82 milhões de euros que poderia ser aplicada à Caixa, Macedo considerou que seria um valor significativo, mas que não comprometeria a estabilidade do banco. No entanto, alertou que ações populares, como as apresentadas pela Ius Omnibus, que reclamam seis mil milhões de euros, poderiam fragilizar o sistema. “Não vou qualificar” a entidade que apresentou as ações, disse, referindo-se aos patrocinadores.

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Leia também: O impacto das práticas bancárias na concorrência em Portugal.

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Fonte: ECO

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