A administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a avaliar a possibilidade de enviar milhares de soldados para o Médio Oriente, numa nova fase da sua campanha contra o Irão. Esta decisão surge no contexto da necessidade de garantir a passagem segura de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, uma missão que, até agora, tem sido realizada principalmente por forças aéreas e navais. Contudo, a proteção do Estreito pode também implicar o envio de tropas norte-americanas para a costa iraniana, uma ação que não estava prevista inicialmente.
Entre as opções discutidas pela administração Trump está a intervenção terrestre na ilha de Kharg, um ponto estratégico que representa 90% das exportações de petróleo do Irão. No entanto, especialistas alertam que esta operação seria extremamente arriscada, dado que o Irão possui a capacidade de atingir a ilha com mísseis e drones. Recentemente, os EUA realizaram ataques a alvos militares na ilha e Trump ameaçou atacar as infraestruturas petrolíferas existentes. Apesar disso, controlar a ilha pode ser considerado uma alternativa mais viável do que a sua destruição, dada a sua importância para a economia iraniana.
A utilização de tropas terrestres norte-americanas, mesmo que para uma missão limitada, pode trazer riscos políticos significativos para Trump. O apoio popular à campanha militar no Irão é baixo, e o Presidente já se comprometeu a evitar novos conflitos no Médio Oriente. A resposta oficial da Casa Branca destaca que o foco está em alcançar os objetivos da Operação Fúria Épica, que incluem a destruição da capacidade de mísseis balísticos do Irão, a aniquilação da sua marinha e a garantia de que o Irão nunca possa desenvolver armas nucleares. O Pentágono, por sua vez, optou por não comentar a situação.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, os EUA realizaram mais de 7.800 ataques, danificando ou destruindo mais de 120 embarcações iranianas, de acordo com informações do Comando Central dos EUA. Atualmente, cerca de 50 mil soldados norte-americanos estão posicionados no Médio Oriente, e um Grupo Anfíbio de Prontidão poderá ser deslocado para a região na próxima semana.
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Fonte: Sapo





