O ministro da Defesa, Nuno Melo, fez um apelo a 54 empresas de Vale de Cambra para que se integrem na indústria da Defesa, focando-se na produção e manutenção de bens militares. Este convite surge num contexto de renovação do setor, após três décadas sem investimento significativo. O concelho, conhecido como a “capital do inox” e um polo de metalomecânica de precisão, é visto como um local estratégico para o desenvolvimento desta indústria.
Durante um encontro com representantes da autarquia local, entidades de formação profissional e a Associação Empresarial de Cambra e Arouca, Nuno Melo destacou a importância de garantir que as oportunidades de negócio sejam conhecidas em tempo real pelas empresas. “Se os empresários não souberem quais são as oportunidades que existem, não conseguem direcionar o investimento para estas áreas”, afirmou o governante.
O ministro sublinhou que a indústria da Defesa abrange várias áreas, como moldes, cablagens, pintura, metalomecânica, serviços de informática, proteção balística e têxteis à prova de metal. Ele acredita que Vale de Cambra está bem posicionada para aproveitar estas oportunidades, dado o seu histórico de excelência industrial.
No mesmo evento, António José Baptista, responsável da Direção-Geral de Armamento e Património da Defesa, explicou que o primeiro passo para as empresas que desejam participar no setor militar é a credenciação no Gabinete Nacional de Segurança. Este processo envolve a verificação da idoneidade da empresa, incluindo a análise do registo criminal dos seus acionistas.
Após a credenciação, as empresas devem passar por um processo de certificação, que pode ser moroso devido às rigorosas fiscalizações de segurança. Uma vez certificadas, as empresas poderão aceder a concursos públicos publicados na plataforma idD – Portugal Defence, onde são anunciadas as oportunidades de negócio para as Forças Armadas.
Nuno Melo enfatizou que a produção para a Defesa não se limita ao mercado nacional, pois as empresas certificadas devem cumprir os padrões da NATO, o que abre portas a um mercado internacional. Ele destacou a importância de sensibilizar as associações empresariais para que informem as fábricas sobre as oportunidades que podem surgir, especialmente na Europa, onde a autonomia militar se torna cada vez mais crucial.
“Temos que fazer mais pela Defesa na NATO”, concluiu o ministro, reiterando que a prioridade deve ser garantir que os militares tenham as melhores condições para desempenhar as suas funções. Esta abordagem visa não apenas fortalecer a indústria da Defesa, mas também assegurar a segurança e a eficácia das Forças Armadas portuguesas.
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Fonte: ECO





