O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, fez acusações contundentes à União Europeia e à Ucrânia, afirmando que ambos estão a tentar influenciar as eleições marcadas para abril na Hungria. As declarações ocorreram durante a Conferência de Ação Política Conservadora, realizada em Budapeste, onde Orbán recebeu o apoio do ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No seu discurso, Orbán expressou a sua preocupação com o que considera ser uma deterioração da democracia na Europa, acusando Bruxelas de “trair” os tratados europeus. “A democracia europeia está a morrer devido a uma economia falhada, à censura política e à intervenção nas eleições nacionais”, afirmou, sublinhando que a Hungria não será uma exceção a esta tendência.
O primeiro-ministro húngaro destacou que há uma pressão externa para que o governo húngaro adote uma postura favorável a Bruxelas e a Kyiv. “Exigem abertamente que na Hungria haja um governo pró-Bruxelas e pró-Kyiv. Não haverá”, garantiu Orbán, perante uma plateia de centenas de ativistas e políticos ultraconservadores.
Antes do discurso de Orbán, Donald Trump enviou uma mensagem de vídeo em apoio ao primeiro-ministro húngaro, elogiando as suas políticas anti-imigração e reafirmando o seu apoio nas eleições de 12 de abril. As sondagens atuais indicam uma possível vitória do conservador Péter Magyar, que poderia pôr fim a 16 anos de governo do partido Fidesz, liderado por Orbán.
Trump, que tem sido um aliado próximo de Orbán, agradeceu aos participantes da conferência pelo seu compromisso com os valores conservadores, afirmando que “o Ocidente precisa de um renovado sentido comum”. Orbán também aproveitou a oportunidade para elogiar outros líderes de extrema-direita, como Santiago Abascal, do partido Vox, e Javier Milei, da Argentina.
A conferência contou com a presença de 667 participantes de 51 países, incluindo figuras proeminentes da direita europeia. Entre os convidados, esperam-se discursos de Abascal, Milei e Alice Weidel, líder do partido alemão AfD. Também se prevê a participação do presidente do Chega, André Ventura, e de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
As eleições na Hungria estão a gerar um intenso debate sobre a influência externa e a soberania nacional, com Orbán a posicionar-se como um defensor da autonomia húngara. Leia também: O impacto das eleições na Hungria para a política europeia.
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Fonte: Sapo





