Inspeção da APA garante acesso às praias de Troia a Melides

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) irá retomar, em abril, a inspeção aos acessos às praias do sudoeste alentejano, entre Troia e Melides. O presidente da APA, José Pimenta Machado, anunciou que se reunirá com o presidente da Câmara de Grândola dentro de um mês para discutir a situação dos 45 quilómetros de costa do concelho e assegurar que as praias têm acesso livre para todos.

Após um trabalho realizado no ano passado, a APA está a preparar a segunda fase da inspeção, que irá abranger os caminhos de acesso, a sinalização e as alternativas de estacionamento. A presença de empreendimentos turísticos e residenciais na área tem gerado preocupações sobre a livre circulação dos cidadãos. “Há um antes e depois da nossa ação em Grândola, não tenho dúvidas disso. Havia ali algum abuso”, afirmou Pimenta Machado.

Além de verificar os acessos às praias, a APA também estará atenta ao estado das arribas, especialmente na praia da Galé. O presidente da agência expressou preocupação com a instabilidade da arriba, que se agravou após as recentes tempestades. “Estamos muito preocupados, está mais instável, ravinou mais”, disse Pimenta Machado, referindo-se ao movimento na vertente da arriba.

Outro ponto importante a ser abordado na reunião com a Câmara de Grândola será a construção de um parque de estacionamento junto ao acesso à praia, que permitirá que os não proprietários do empreendimento Costa Terra também possam chegar à praia. Esta obra, que depende da autarquia, é vista como uma forma de garantir o acesso às praias, um direito que a APA defende com vigor.

O novo autarca de Grândola, Luís Vital Alexandre, terá a oportunidade de discutir as intervenções em curso e as que ainda precisam ser realizadas para garantir o cumprimento das normas estabelecidas pela APA e pelo Ministério do Ambiente. “O balanço deve ser feito no início da época balnear”, afirmou Pimenta Machado.

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A APA já identificou várias irregularidades nas praias da região. Das 18 praias avaliadas, 8 têm acesso livre e estacionamento, enquanto 7 apresentam novas frentes balneares. Contudo, 7 praias têm acesso condicionado por empreendimentos turísticos, e uma praia, a Raposa, está interditada devido a limitações impostas pelo estabelecimento prisional de Pinheiro da Cruz.

A falta de sinalização adequada também foi um problema identificado. Em Galé-Fontainhas, as placas que indicam o caminho para a praia estavam ausentes, algo que a APA se comprometeu a corrigir. “Quando começar a época balnear, vai estar tudo preparado”, garantiu Pimenta Machado.

A APA reafirma que as praias em Portugal são públicas e que qualquer tentativa de limitar o acesso será identificada e corrigida. “As pessoas sentem que alguém está a olhar para aquilo”, concluiu o presidente da APA, referindo-se ao impacto positivo da ação da agência na região.

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Fonte: ECO

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