As reservas para as férias da Páscoa de 2025 apresentam uma procura estável entre os portugueses, apesar do aumento dos preços. Segundo operadores turísticos e agências de viagens contactadas, o desempenho das vendas está alinhado com o que se observou em 2025, embora com algumas variações.
Pedro Quintela, diretor-geral de Vendas da Agência Abreu, afirma que “o volume de vendas para o período da Páscoa encontra-se globalmente em linha” com 2025. Esta estabilidade é também verificada pela Lusanova, onde Tiago Encarnação, diretor operacional, destaca que “as reservas para a Páscoa estão a decorrer dentro da normalidade, sem alterações significativas na procura”.
A Solférias reporta um crescimento moderado de 7% em comparação com 2025, embora tenha notado uma diminuição nas vendas devido a cancelamentos relacionados com a instabilidade no Médio Oriente. Sónia Regateiro, responsável de operações da Solférias, explica que a situação internacional impactou a procura, mas a vontade de viajar mantém-se.
O cenário de prudência é igualmente evidente na Pinto Lopes Viagens. O CEO Rui Pinto Lopes refere que, apesar do aumento da cautela dos clientes, as reservas estão a evoluir positivamente. “Continuamos a sentir interesse pela nossa oferta e temos acompanhado os clientes com total proximidade, apresentando alternativas seguras e atrativas”, diz.
Os operadores reconhecem que, apesar da instabilidade, a procura por viagens na Páscoa continua a ser consistente. A Lusanova observa que esta época é marcada por reservas de última hora, e embora seja cedo para quantificar o desempenho, notam um ligeiro crescimento em comparação com 2025.
Os preços, por sua vez, foram ajustados, refletindo a inflação. Pedro Quintela sublinha que “os preços não apresentam diferenças significativas face ao ano passado”, e que, apesar do aumento, a procura não foi travada. Sónia Regateiro acrescenta que os preços estão mais elevados devido ao aumento dos custos dos serviços aéreos e hoteleiros, bem como das taxas de combustível.
A Pinto Lopes Viagens também aponta que os preços estão condicionados por fatores externos, como a evolução das taxas de câmbio, o que pode gerar pressão adicional sobre os custos. A Lusanova confirma que a tendência global é de subida de preços, mas ressalta que isso varia conforme os destinos.
Em suma, a procura por reservas para a Páscoa de 2025 mantém-se robusta, mesmo com os desafios económicos e a instabilidade internacional. Os operadores turísticos continuam a trabalhar para oferecer opções seguras e atrativas aos viajantes.
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Fonte: Sapo





