O preço do cobre registou uma queda significativa, atingindo um mínimo de três meses na bolsa de metais de Londres. Na última quinta-feira, a matéria-prima foi negociada a 12.091 dólares por tonelada métrica, depois de ter alcançado 12.034 dólares no final de dezembro. Esta descida no preço do cobre é um reflexo de várias dinâmicas económicas em curso.
Carsten Menke, analista da Julius Baer, comentou que o aumento dos preços do petróleo está a reduzir a procura em diversas áreas da economia. Com a diminuição da procura, há menos metal a ser utilizado, o que impacta diretamente o preço do cobre. Além disso, Menke destaca uma “onda mais ampla de aversão ao risco” nos mercados financeiros, que também está a pressionar o valor do cobre.
A situação é ainda mais complicada com o aumento dos stocks de cobre nos armazéns, que atingiram um total de 335.425 toneladas, o maior nível desde agosto de 2019. Este aumento representa uma subida de 135% no acumulado do ano, o que sugere que a oferta está a superar a procura. A Business Recorder também reporta que outras matérias-primas estão a enfrentar situações semelhantes, com o chumbo a atingir um mínimo de 11 meses, o zinco a registar um mínimo de três meses e o estanho a alcançar o seu menor preço desde 6 de janeiro.
A volatilidade nos preços das matérias-primas, incluindo o preço do cobre, pode ter um impacto significativo em várias indústrias, desde a construção até à eletrónica. À medida que os investidores e analistas monitorizam estas tendências, é crucial estar atento às flutuações do mercado e às suas implicações económicas.
Leia também: A influência dos preços das matérias-primas na economia global.
preço do cobre Nota: análise relacionada com preço do cobre.
Leia também: Ações de dividendos: melhores opções para rendimento passivo
Fonte: Sapo





