Os Países Baixos anunciaram a integração de drones e sistemas antidrone em todas as suas forças de combate, uma iniciativa que terá início em abril. Este projeto, considerado pioneiro dentro da NATO, inclui a criação de unidades especializadas e a contratação de até 1.200 novos militares.
Segundo Onno Eichelsheim, comandante das Forças Armadas holandesas, esta mudança representa uma evolução significativa na organização militar do país. A incorporação de capacidades de operação e defesa contra drones será uma prioridade em todo o exército. Eichelsheim, que também é assessor militar do ministro da Defesa, sublinhou a importância crescente dos sistemas não tripulados no contexto da guerra moderna. “É um tipo diferente de interação. Temos de modernizar e adaptar continuamente os sistemas”, afirmou durante uma entrevista a um programa de televisão pública.
A decisão de integrar drones nas forças de combate baseia-se nas lições aprendidas em conflitos recentes, como os da Ucrânia e do Oriente Médio, onde o uso de drones se tornou cada vez mais comum. O Ministério da Defesa dos Países Baixos planeia iniciar o recrutamento de pessoal em abril, com a expectativa de que os primeiros 600 militares sejam incorporados “muito em breve”.
Além disso, Eichelsheim destacou a importância da colaboração com a indústria de tecnologia e de drones para garantir que os sistemas e o conhecimento estejam sempre atualizados. Com esta iniciativa, os Países Baixos tornam-se o primeiro país da NATO a implementar unidades de drones em todas as suas forças de combate.
Este plano é parte do compromisso dos Países Baixos com a NATO, que inclui um aumento significativo dos gastos com defesa, com a meta de alcançar 5% do PIB até 2035. A modernização das forças armadas holandesas, através da integração de drones, reflete a necessidade de adaptação às novas realidades do campo de batalha.
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Fonte: Sapo





