O Governo português está a ponderar a implementação de “medidas estruturais” para apoiar as famílias e as empresas, caso o conflito no Médio Oriente se prolongue. Esta declaração foi feita pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma conferência de imprensa em Lisboa, onde abordou a situação atual da região.
Rangel referiu que, se a situação se resolver rapidamente, o impacto negativo poderá ser mitigado, permitindo uma rápida normalização. No entanto, se o conflito se arrastar, o Governo terá de considerar “medidas estruturais mais concretas” para aliviar o esforço das empresas e das famílias. O objetivo é garantir que o crescimento e o investimento não sejam severamente afetados, mesmo sem intervenção governamental.
A situação no Médio Oriente é descrita como “muito preocupante”, especialmente após os recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, e a retaliação iraniana contra vários países da região. O ministro sublinhou que o Governo está a monitorizar a situação com grande atenção, analisando diariamente as melhores políticas para mitigar os efeitos do conflito.
Um dos principais impactos económicos do conflito é o aumento dos preços do petróleo, que afeta não apenas o transporte, mas também toda a cadeia de produção e distribuição. A agricultura também está em risco, uma vez que muitos fertilizantes utilizados em Portugal são produzidos em regiões que dependem do Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irão.
Rangel destacou que, tal como outros países, Portugal está a implementar diversos pacotes de medidas de mitigação para aliviar o impacto imediato da inflação nos preços. Estas “medidas estruturais” são essenciais para garantir a estabilidade económica e o bem-estar das famílias e empresas portuguesas.
A conferência contou também com a presença da ministra dos Negócios Estrangeiros da Islândia, Porgerdur Katrín Gunnarsdóttir, que mencionou que a Islândia, apesar de ser energeticamente sustentável, está a sentir os efeitos da inflação. A governante islandesa criticou o regime iraniano, descrevendo-o como um “regime terrorista” que prejudica os seus cidadãos e viola os direitos humanos.
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Fonte: ECO





