Nos últimos anos, os portugueses têm demonstrado um crescente interesse pelo imobiliário de montanha, especialmente nas deslumbrantes regiões dos Alpes Franceses. Destinos como Tignes-Val d’Isère, Les Trois Vallées e Portes du Soleil estão entre os mais procurados para férias na neve, segundo a consultora Athena Advisers, que se especializa neste mercado.
A França possui cerca de 370 estâncias de esqui, com mais de metade localizadas nos Alpes. A oferta imobiliária divide-se em dois segmentos principais: 52% são apartamentos e 48% são chalés ou casas. Os Alpes do Norte concentram 50% da oferta nacional e 41% da procura, com um preço médio de 5.731 euros por metro quadrado. Por outro lado, os Alpes do Sul representam 14% da oferta e 20% da procura, com preços médios de 3.676 euros por metro quadrado.
A escassez de oferta, aliada a uma procura internacional robusta, tem tornado o imobiliário de montanha um dos segmentos mais resilientes do mercado europeu. Esta dinâmica reflete-se nos preços dos principais destinos dos Alpes Franceses. Por exemplo, em Val d’Isère, os preços variam entre 10 mil e 50 mil euros por metro quadrado, enquanto em Courchevel os valores vão de 11 mil a 50 mil euros por metro quadrado. Outros destinos como Méribel, Alpe d’Huez e Chamonix também apresentam preços elevados, variando conforme a localização e as características das propriedades.
A predominância de segundas habitações nas estâncias de esqui é notável, representando 60% do parque imobiliário, em comparação com apenas 10% em toda a França. Este fenómeno impacta diretamente os preços de arrendamento, que têm registado taxas de ocupação elevadas e cada vez menos sazonais. Em Morzine, por exemplo, a taxa de ocupação atinge 80% e 95% na época alta, com um aumento de preços de 161% nos últimos 20 anos. Châtel e Les Deux Alpes também apresentam taxas de ocupação semelhantes e aumentos significativos nos preços ao longo do tempo.
Charles-Antoine Sialelli, Diretor para os Alpes da Athena Advisers, destaca que “a montanha tem um enraizamento cultural muito forte na Europa. Todos os invernos, entre dezembro e fevereiro, milhares de pessoas regressam às estâncias para esquiar. Hoje, encontrar oportunidades em torno dos 10.000 euros por metro quadrado nos maiores domínios de esqui é cada vez mais raro. Estas estâncias oferecem ainda essa possibilidade, combinando valor de utilização, potencial de arrendamento e valorização patrimonial”.
A procura crescente pelo imobiliário de montanha nos Alpes Franceses reflete uma tendência que promete continuar a atrair investidores. Leia também: O impacto da procura internacional no mercado imobiliário europeu.
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Fonte: Sapo





