Bruxelas investe 115 milhões para acelerar defesa disruptiva

A Comissão Europeia anunciou um investimento de 115 milhões de euros para o programa AGILE, que visa acelerar a implementação de soluções de defesa disruptiva. Este projeto-piloto, que decorrerá até 2027, pretende financiar entre 20 a 30 iniciativas europeias, com o objetivo de levar tecnologias inovadoras do laboratório para o campo de batalha de forma rápida e eficiente.

Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia, sublinhou que o AGILE é uma peça fundamental para que as soluções de defesa cheguem ao mercado. “Para a Comissão, isto não é apenas uma política – é uma prioridade estratégica”, afirmou durante o anúncio da proposta. O programa está alinhado com o EU Defence Industry Transformation Roadmap of 2025, que foi revelado em novembro do ano passado.

A guerra na Ucrânia evidenciou a necessidade de a indústria de defesa europeia se tornar mais competitiva, e isso passa pela inovação rápida. “Precisamos de combinar tecnologias disruptivas, como inteligência artificial, computação quântica e cibersegurança, com as nossas táticas de guerra”, destacou Virkkunen. Para isso, a Comissão Europeia incentivou os Estados-Membros a alocar pelo menos 10% dos orçamentos de aquisição de armamentos para tecnologias emergentes.

Com o financiamento de 115 milhões, o AGILE cobrirá 100% dos custos elegíveis dos projetos selecionados. Embora o programa esteja previsto para 2027, Andrius Kubilius, Comissário Europeu para a Defesa e Espaço, deixou em aberto a possibilidade de extensão, dependendo do interesse dos Estados-Membros. “Teríamos muito prazer em utilizar mais recursos, mas essa decisão cabe aos Estados-Membros”, afirmou.

A Comissão Europeia pretende também acelerar o processo de avaliação das candidaturas, com um prazo de quatro meses para a tomada de decisões administrativas e de 6 a 12 meses para a implementação das tecnologias disruptivas. “O programa AGILE estabelecerá um processo acelerado para a avaliação de candidaturas, atribuindo subvenções de um a cinco milhões de euros para PME europeias”, revelou Kubilius.

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Podem candidatar-se ao AGILE entidades individuais dos Estados-Membros da UE, da Noruega e da Ucrânia. O foco será em novos intervenientes na área da defesa, incluindo startups e scaleups. A criação de consórcios também será incentivada, permitindo a participação de novos intervenientes de países terceiros, desde que se relocalizem para um país elegível.

Leia também: O impacto da inovação na indústria de defesa europeia.

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Fonte: ECO

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