China apela à calma no Médio Oriente em meio à crise no Irão

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, fez um apelo aos países do Médio Oriente para que mantenham a calma e respondam de forma racional à crescente tensão provocada pela guerra no Irão. Este apelo foi feito durante duas conversas telefónicas com os seus homólogos do Egito e da Turquia.

Na conversa com o ministro egípcio, Badr Abdelatty, Wang Yi enfatizou a importância de a comunidade internacional promover o diálogo entre as partes em conflito. O chefe da diplomacia chinesa sublinhou que o Conselho de Segurança da ONU deve desempenhar um papel ativo na redução das tensões e na promoção de conversações, evitando assim a escalada do conflito. “As ações deste organismo devem contribuir para aliviar as tensões e não dar cobertura ao uso da força”, afirmou.

Wang Yi também expressou apoio ao papel mediador do Egito, destacando a disposição da China para continuar a trabalhar em esforços construtivos que visem a retoma das conversações de paz. O responsável egípcio manifestou a sua “profunda preocupação” com a situação atual, especialmente em relação ao potencial de ataques a infraestruturas energéticas, que podem causar um caos generalizado na região. Ele mostrou-se disponível para uma coordenação estreita com a China para mitigar as tensões.

Na conversa com o seu homólogo turco, Hakan Fidan, Wang Yi reconheceu que os “acertos e erros” do conflito são evidentes. Ele reiterou que, devido à rapidez com que a crise se está a alastrar, a prioridade deve ser a promoção do diálogo de paz e a busca por uma redução das tensões no Médio Oriente.

Esta foi a segunda ronda de conversações entre Wang Yi e os seus colegas do Médio Oriente desde o início do conflito, que teve início no final de fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão. Teerão respondeu com lançamentos de mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de bloquear o estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.

Leia também  Guerra EUA-Irão: Duração e Impacto nos Preços da Energia

Em resposta à crise, Pequim enviou o seu enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, que tem estado em contacto com representantes de vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Qatar e Egito, assim como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe. A China continua a manifestar o seu interesse em promover a estabilidade e a paz no Médio Oriente.

Leia também: O impacto da crise no Irão na economia global.

Leia também: Ideias para celebrar a Páscoa em Portugal

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top