Impacto das tarifas dos EUA na União Europeia: um alerta

Um recente relatório do McKinsey Global Institute sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos apresenta resultados surpreendentes. Contrariando as expectativas iniciais, a guerra tarifária não resultou no colapso do comércio global. Apesar das taxas alfandegárias terem atingido níveis recordes desde a Segunda Guerra Mundial, o comércio global cresceu a um ritmo superior ao da economia mundial, conforme expresso no estudo intitulado ‘Geopolítica e a Geometria do Comércio Global’.

O relatório revela que tanto as importações dos Estados Unidos como as exportações da China alcançaram máximos históricos até ao final de 2025, desafiando a previsão de que as tarifas iriam estagnar a dinâmica comercial. A União Europeia, por sua vez, é um dos blocos mais afetados, enfrentando uma “dupla pressão”. O défice comercial da UE com a China aumentou, enquanto o superávit com os Estados Unidos diminuiu.

A situação é particularmente preocupante para o setor automóvel europeu. As exportações de carros da UE para os EUA caíram 17%, enquanto as remessas para a China diminuíram mais de 30% em 2025. Além disso, a Alemanha, um dos principais centros automóveis da Europa, importou mais veículos da China do que exportou para este mercado pela primeira vez na sua história.

No geral, o superávit comercial da UE na indústria caiu cerca de 40 mil milhões de dólares (aproximadamente 34,5 mil milhões de euros), segundo a McKinsey. Em resposta a esta situação, a Comissão Europeia assinou acordos históricos com a Índia e o Mercosul, visando reduzir as tarifas sobre automóveis e produtos farmacêuticos. Recentemente, um novo acordo de livre comércio com a Austrália foi também anunciado, que liberaliza o fluxo de mercadorias, mantendo quotas para produtos agrícolas sensíveis.

Tiago Devesa, um dos autores do relatório, sublinha que, embora o comércio com a Índia e o Mercosul represente atualmente menos de 8% do comércio da UE, estes mercados estão a crescer rapidamente e podem complementar os produtos europeus. Contudo, o impacto positivo destes acordos poderá demorar a ser sentido.

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O relatório também destaca que, apesar da diminuição do comércio entre os Estados Unidos e a China, o superávit comercial da China atingiu um recorde histórico. As empresas chinesas adaptaram-se, aumentando a produção de componentes industriais para economias emergentes, o que pode ter implicações duradouras na política comercial externa da China.

Enquanto isso, os Estados Unidos continuam a enfrentar um défice comercial significativo, que, segundo dados do Departamento de Análise Económica, se fixou em 901,5 mil milhões de dólares no ano passado. Embora o défice com a China tenha diminuído, a diferença foi transferida para outros países, como o Vietname e Taiwan, onde os déficits bilaterais aumentaram.

Finalmente, o comércio global beneficiou de um impulso significativo da inteligência artificial em 2025, com as exportações relacionadas a esta tecnologia a representarem um terço do crescimento do comércio. Os principais polos industriais asiáticos, como Taiwan e Coreia do Sul, têm sido fundamentais na oferta de produtos essenciais para a construção de sistemas de IA.

Leia também: O impacto da inteligência artificial no comércio global.

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Fonte: Sapo

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