A Media Capital, proprietária da TVI, fechou o ano de 2025 com um lucro líquido de 3,7 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 60% em comparação com os 9,26 milhões de euros registados em 2024. Esta informação foi divulgada através de um comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Os rendimentos operacionais do grupo também sofreram uma queda de 3%, totalizando 172,36 milhões de euros. O EBITDA, que mede a rentabilidade operacional, caiu 37%, passando de 22,6 milhões para 14,18 milhões de euros, com a margem do EBITDA a descer de 12,8% para 8,2%. Apesar destes números negativos, a Media Capital destaca que, numa base ajustada, os rendimentos operacionais cresceram 3% em relação a 2024, impulsionados por um aumento de 6% nas receitas de publicidade, que atingiram 111,32 milhões de euros. O EBITDA ajustado subiu 8% para 18,1 milhões de euros, e o resultado líquido ajustado fixou-se em 6 milhões de euros, um aumento significativo de 72% face ao ano anterior.
A Media Capital sublinha que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor, conseguiu consolidar a sua posição no mercado audiovisual e digital em Portugal. O grupo reforçou a sua presença junto das audiências, investindo em conteúdos em direto e expandindo a sua presença digital. Além disso, manteve uma estratégia consistente de investimento em tecnologia e produção audiovisual.
Em 2025, a Media Capital também concretizou a aquisição do jornal Nascer do Sol, embora este negócio ainda não esteja refletido nas contas, uma vez que foi finalizado apenas este ano. O grupo tem planos ambiciosos para 2026, incluindo a expansão da CNN para Espanha.
Outro ponto positivo é o crescimento do cash-flow operacional, que aumentou 42%, permitindo à Media Capital reduzir a sua dívida líquida para 28,7 milhões de euros. O grupo apresenta uma autonomia financeira de 50% e um rácio de Dívida Líquida/EBITDA ajustado de 1,59x.
No que diz respeito ao investimento, a Media Capital manteve um CAPEX de 10,8 milhões de euros, direcionado principalmente para a modernização tecnológica e digitalização. O grupo distribuiu 3,5 milhões de euros em dividendos aos seus acionistas.
Analisando por áreas de negócio, o segmento de Televisão, Digital e Entretenimento registou um crescimento de 7% nos rendimentos operacionais, impulsionado pelo aumento das receitas publicitárias. No entanto, o EBITDA desta área desceu 12%, devido a um aumento nos gastos operacionais. Na Produção Audiovisual, os rendimentos operacionais caíram 10%, mas o EBITDA aumentou 36%, resultado de uma redução nos gastos operacionais.
Em termos de quotas de mercado, a Media Capital manteve a liderança com 18,8% de share na TVI, enquanto a CNN Portugal foi o canal de informação mais visto em 304 dias do ano. No digital, o grupo ultrapassou os 4 milhões de utilizadores únicos mensais, alcançando 2,5 mil milhões de pageviews, um crescimento homólogo de 18%.
Para 2026, a Media Capital prevê um crescimento moderado da economia portuguesa e está focada na consolidação da sua liderança, reforço da presença internacional e desenvolvimento de conteúdos diferenciadores. Leia também: Media Capital compra 80% do Polígrafo.
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Fonte: ECO





