Reconstrução de escolas em Portugal terá estruturas resistentes a ventos

O Governo português anunciou, em Leiria, um novo modelo para a reconstrução de escolas, que terá como base a resistência a ventos ciclónicos, com velocidades de até 200 quilómetros por hora. Esta abordagem visa garantir que as infraestruturas escolares não voltem a ser afetadas por tempestades, como a que devastou várias regiões do país recentemente.

Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, destacou que a nova estratégia se inspira em países que já enfrentam há muito tempo eventos climáticos extremos. O objetivo é assegurar que, em caso de uma nova tempestade, as escolas permaneçam operacionais e seguras para alunos e professores. “Não podemos permitir que, após a intervenção, uma escola volte a ficar inoperacional devido a ventos fortes”, afirmou o governante.

O ministro também mencionou que o Governo está em diálogo com os presidentes das Câmaras de Leiria e da Marinha Grande, as localidades mais afetadas pela tempestade Kristin. Estão a ser redesenhados projetos, como o da Escola Secundária José Loureiro Botas, que já estava em fase de concurso público.

Fernando Alexandre explicou que o primeiro aviso do empréstimo do Banco Europeu de Investimento (BEI) já terminou para as escolas de prioridade um (P1). Contudo, as instituições educativas têm agora a oportunidade de ajustar os seus projetos, incorporando estruturas mais resilientes. “Estamos a discutir com a Coesão uma proposta que permita várias fases de intervenção”, acrescentou.

Além da resistência a tempestades, o ministro sublinhou a importância de que as escolas sejam também preparadas para sismos e incêndios. “As infraestruturas escolares, se forem bem construídas, podem servir como locais de abrigo para a população”, afirmou, destacando que a segurança deve ser uma prioridade.

Portugal prevê investir mais de 1.550 milhões de euros até ao final da década em quase 400 escolas em todo o país, incluindo as 174 já recuperadas pela Parque Escolar. Este investimento surge na sequência de uma série de intempéries que, desde o final de janeiro, resultaram na morte de pelo menos 19 pessoas, além de centenas de feridos e desalojados.

Leia também  Luís Loures é o novo presidente do CCISP para os próximos dois anos

Os temporais que afetaram o território nacional durante três semanas causaram danos significativos, incluindo a destruição de casas, empresas e infraestruturas, além de interrupções nos serviços de energia e água. As regiões mais atingidas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e o Alentejo.

Leia também: O impacto das intempéries na economia portuguesa.

reconstrução de escolas reconstrução de escolas reconstrução de escolas reconstrução de escolas Nota: análise relacionada com reconstrução de escolas.

Leia também: Internacionalização dos MBAs em Portugal ganha destaque

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top