A presidente do Grupo Parlamentar dos Socialistas (S&D) no Parlamento Europeu, Iratxe Garcia, fez duras críticas ao primeiro-ministro português, Luís Montenegro, durante a abertura do 25.º Congresso do Partido Socialista (PS) em Viseu. Garcia acusou Montenegro de se “ajoelhar à extrema-direita” e alertou que “aqueles que copiam a extrema-direita acabam por ser devorados por ela”.
No seu discurso, Iratxe Garcia elogiou o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmando que ele é a “pessoa certa para liderar o partido” e que irá conduzir os socialistas de volta ao governo. A eurodeputada sublinhou que a missão do PS é governar para a maioria, não para interesses particulares, destacando que o projeto socialista “demonstrou a sua força” com a vitória de António José Seguro nas eleições presidenciais.
Garcia considerou a vitória de Seguro como uma “vitória moral” que representa um Portugal aberto, solidário e pró-europeu, em contraste com o “Portugal fechado, isolado e reacionário da extrema-direita”. A eurodeputada criticou ainda o governo atual, afirmando que Montenegro é um líder “sem credibilidade na Europa” e que falha em questões essenciais, como a defesa do direito internacional em tempos de conflito.
“Enquanto outros líderes progressistas, como Pedro Sánchez e António Costa, defendem a paz e o direito internacional, o governo de Montenegro optou pelo silêncio e pela irrelevância”, afirmou Iratxe Garcia. Ela também apontou que a falta de medidas para apoiar as famílias afetadas pela inflação e o aumento do custo de vida é um problema grave que o governo não tem sabido resolver.
Garcia criticou a estratégia de Montenegro, que, segundo ela, em vez de resolver os problemas, “cria inimigos”, atacando grupos como imigrantes e pessoas trans. A eurodeputada concluiu que a direita se rendeu à retórica da extrema-direita, alertando que a história demonstra que quem copia a extrema-direita acaba por ser devorado por ela.
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Fonte: ECO





