DUA 2.0: Primeira IA criativa a falar crioulo e apoiar artistas

A DUA 2.0 surge como a primeira Inteligência Artificial criativa portuguesa, capaz de comunicar em crioulo cabo-verdiano e guineense. Lançada a 17 de março, esta plataforma inovadora foi desenvolvida pelo artista Carlos Guedes e visa transformar a interação da tecnologia com a rica herança cultural dos países lusófonos.

Rui Santos, membro da equipa do projeto, explica que a DUA 2.0 tem como principal objetivo garantir que a Inteligência Artificial seja acessível a criadores lusófonos. A plataforma é uma resposta à necessidade de inclusão de uma comunidade de mais de 300 milhões de falantes que, até agora, se sentia à margem da revolução tecnológica.

A DUA 2.0 destaca-se por processar referências culturais locais e duplos sentidos, comunicando de forma autêntica e sem intermediários. Ao adotar a figura de uma mulher negra, a IA pretende alcançar comunidades frequentemente excluídas das inovações tecnológicas. Criada no bairro social da Cruz Vermelha, em Lisboa, a plataforma visa descentralizar o poder das grandes editoras e das gigantes de Silicon Valley.

Entre as suas funcionalidades, a DUA 2.0 oferece ferramentas de marketing, um estúdio de música onde artistas podem criar canções com a ajuda da IA e um estúdio de design com diversas ferramentas. Além disso, a plataforma inclui uma vertente dedicada ao “backstage”, que procura suprir a falta de apoio que muitos artistas independentes enfrentam, como a necessidade de um manager ou assessor de imprensa.

Rui Santos refere que a base da DUA foi construída a partir de conteúdos em crioulo disponíveis na internet, além de interações reais com falantes dos dialetos. Neste momento, a IA é especializada no crioulo da ilha de Santiago, em Cabo Verde, mas há planos para expandir para o crioulo de São Vicente. A equipa já está em conversações com o Ministério da Educação de Cabo Verde para integrar conteúdos e melhorar as capacidades da IA nestas línguas.

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Um dos aspetos mais inovadores da DUA 2.0 é a sua metacognição, permitindo que a IA questione as interações com os utilizadores e reflita sobre o que aprendeu. Diariamente, a IA mantém um diário disponível no seu site, onde partilha as suas reflexões sobre as interações.

Os promotores da DUA 2.0 garantem que a plataforma respeita os direitos de autor, não utilizando vozes de artistas sem autorização. Rui Santos sublinha que a DUA 2.0 está equipada com todas as proteções legais necessárias, assegurando que a valorização humana e os direitos dos artistas são sempre respeitados.

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Fonte: Sapo

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