Almofada das pensões atinge 41 mil milhões e destaca-se na Europa

O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) alcançou um marco significativo ao atingir quase 41 mil milhões de euros em ativos sob gestão, posicionando-se no 48.º lugar do ranking europeu de fundos de pensões. Esta informação foi divulgada pela Investment & Pensions Europe no seu ranking IPE Top 1000 Pension Funds 2025, evidenciando o crescimento da almofada das pensões em Portugal.

Em 2024, o FEFSS já havia fechado com um valor histórico de 35,9 mil milhões de euros, e, segundo dados do ECO, no final de agosto, a sua carteira cresceu para 40,6 mil milhões de euros. Este crescimento é notável, especialmente num contexto em que os fundos de pensões europeus atingiram pela primeira vez os 10 biliões de euros, com um aumento de 6,2% ao longo de 2024.

Após ter superado a barreira dos 40 mil milhões de euros em junho, o FEFSS continuou a sua trajetória ascendente, representando agora 14% do PIB nacional e cobrindo mais de 210% da despesa anual com pensões. O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) destacou que este reconhecimento internacional reflete a solidez do FEFSS e a sua importância na sustentabilidade do sistema público de pensões em Portugal.

A evolução do FEFSS tem sido marcada por uma rendibilidade líquida de transferências de 5,9% em 2024, embora o desempenho deste ano tenha sido mais modesto, com uma rendibilidade média líquida de apenas 0,87% no primeiro semestre. A transferência histórica de 4,08 mil milhões de euros do saldo do sistema Previdencial da Segurança Social, realizada em fevereiro, foi um fator crucial para o crescimento do fundo.

Apesar dos resultados positivos, o FEFSS enfrenta desafios estruturais. A obrigatoriedade de manter pelo menos 50% da carteira investida em dívida pública portuguesa tem limitado a rentabilidade do fundo, resultando em perdas significativas nos últimos anos. José Vidrago, responsável pela gestão do FEFSS, criticou esta restrição, afirmando que o fundo apresenta um “grau de aversão ao risco excessivo”, o que limita o seu potencial de crescimento.

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Nos últimos dois anos, o FEFSS passou por uma transformação estrutural, reorganizando a sua carteira em quatro sub-portefólios distintos. Esta nova estrutura visa aumentar a transparência e a eficiência na gestão, mantendo um perfil de baixo risco e custos de gestão reduzidos. Contudo, as limitações impostas pela legislação continuam a restringir a capacidade de investimento do fundo.

A almofada das pensões, portanto, não só se destaca pela sua dimensão, mas também pela sua relevância no contexto europeu. A sua gestão cuidadosa e as transformações implementadas são passos importantes para garantir a sustentabilidade do sistema de pensões em Portugal. Leia também: “Desafios e oportunidades para os fundos de pensões em Portugal”.

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Fonte: ECO

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