Certificados de Aforro caem para 38,2 mil milhões em julho

Os Certificados de Aforro voltaram a registar uma queda significativa em julho, com o stock a descer 1,06% em relação ao mês anterior, fixando-se em 38,2 mil milhões de euros. Em junho, o valor era de 37,8 mil milhões. Comparando com o mesmo mês do ano passado, a diminuição é ainda mais acentuada, com uma redução de 12,6% face aos 43,9 mil milhões de euros de julho de 2022.

Esta diminuição no stock de Certificados de Aforro ocorre num contexto em que a remuneração deste produto do Estado tem perdido atratividade. A descida da Euribor a três meses, que está diretamente ligada à taxa de juro dos Certificados de Aforro, tem impactado negativamente a rentabilidade para os aforradores. Em agosto de 2023, a taxa de juro dos Certificados de Aforro caiu para 1,987%, o valor mais baixo desde setembro de 2022. Esta é já a quinta descida consecutiva da remuneração, refletindo a tendência de desvalorização deste produto.

Em outubro do ano passado, foram implementadas novas regras que alteraram os limites de investimento nos Certificados de Aforro. A série F, que está disponível desde junho de 2022, viu o limite máximo de 50 mil euros por aforrador ser duplicado para 100 mil euros. Além disso, o limite conjunto para os Certificados das séries E e F subiu de 250 mil para 350 mil euros, permitindo assim um maior investimento por parte dos aforradores.

Os Certificados do Tesouro também seguem uma trajetória descendente. Em julho, o valor aplicado pelas famílias nestes produtos foi de 8,6 mil milhões de euros, uma diminuição em relação aos 8,8 mil milhões de junho e aos 10,2 mil milhões de julho de 2022. Esta tendência de queda nos Certificados de Aforro e nos Certificados do Tesouro reflete a crescente falta de atratividade destes produtos no atual contexto económico.

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Os dados recentes sobre os Certificados de Aforro e a sua evolução são um indicador importante da confiança dos consumidores e da sua disposição para investir em produtos de rendimento fixo. Leia também: “O impacto da descida da Euribor nos investimentos”.

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Fonte: Sapo

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