Pedro Reis, que foi ministro da Economia no primeiro governo de Luís Montenegro, foi nomeado vice-chairman do Conselho Consultivo Estratégico da Cimpor, apenas três meses após deixar o cargo governamental. A empresa anunciou que Reis irá contribuir para a estratégia de crescimento da Cimpor, tanto em Portugal como em mercados internacionais.
A saída de Pedro Reis do governo ocorreu após a reestruturação das pastas ministeriais, onde a Economia foi integrada na nova pasta da Coesão Territorial, agora liderada por Manuel Castro Almeida. Esta mudança deixou Reis fora do novo Executivo que tomou posse em junho, e agora ele assume um papel importante na Cimpor.
No comunicado da empresa, é destacado que a experiência de Pedro Reis será uma mais-valia significativa, especialmente na execução do plano de negócios e na estratégia de investimento da Cimpor. Suat Çalbiyik, chairman global da empresa, afirmou que a nomeação de Reis reforça o posicionamento da Cimpor como líder no setor do cimento e materiais de construção.
Antes de se tornar ministro, Pedro Reis foi presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e ocupou cargos de destaque no setor financeiro, incluindo no Millennium BCP. A sua abordagem sempre se centrou na colaboração próxima com as empresas, o que o torna uma escolha natural para a Cimpor.
Contudo, a nomeação de Reis pode suscitar controvérsia, uma vez que a legislação portuguesa impõe restrições a ex-titulares de cargos políticos. De acordo com a lei, aqueles que ocupam funções políticas executivas não podem exercer funções em empresas privadas do setor que tenham sido objeto de privatização ou que tenham recebido incentivos financeiros durante o seu mandato, por um período de três anos após a cessação do cargo.
A situação está a ser monitorizada, e a Cimpor poderá enfrentar questões relacionadas com a compatibilidade da nomeação de Pedro Reis com a legislação em vigor.
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Fonte: ECO





