Devolução das propinas ou IRS Jovem: qual é a melhor opção?

A escolha entre a devolução das propinas e o IRS Jovem tem gerado dúvidas entre os jovens até 35 anos que concluíram um curso superior. A valorização salarial, que entrou em vigor em 2023, oferece um complemento anual aos jovens, sendo uma alternativa ao IRS Jovem, que reduz o imposto a pagar.

A devolução das propinas, também conhecida como prémio salarial, garante que os jovens recebem um valor anual durante o mesmo número de anos que a duração do ciclo de estudos. Por exemplo, um licenciado que completou um curso de três anos receberá 697 euros por ano durante três anos. Para quem tem mestrado, o prémio é de 1.500 euros por ano, e aqueles com mestrado integrado acumulam ambos os valores.

Por outro lado, o IRS Jovem permite uma redução do imposto a pagar, aumentando o rendimento líquido. Contudo, o Governo determinou que os jovens devem optar por um dos apoios, ou seja, quem escolher o IRS Jovem não poderá beneficiar da devolução das propinas e vice-versa.

Para ajudar a decidir, realizámos algumas simulações. É importante destacar que quem recebe o salário mínimo deve sempre optar pela devolução das propinas, uma vez que este valor já está isento de IRS, tornando o IRS Jovem irrelevante.

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No caso de um jovem com um salário bruto de 1.000 euros, a poupança no primeiro ano com o IRS Jovem seria de 688 euros. Comparando com o prémio salarial de 697 euros, a devolução das propinas seria a melhor escolha. A partir do segundo ano, a poupança em IRS diminui, tornando o prémio salarial mais vantajoso para quem termina a licenciatura durante esse período.

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Para um salário bruto de 1.250 euros, o IRS Jovem é mais compensador até ao sétimo ano de benefício, onde a poupança anual seria de 738 euros. No entanto, a partir do oitavo ano, a poupança em IRS diminui, fazendo com que a devolução das propinas se torne mais vantajosa para quem termina a licenciatura nesse intervalo.

Os limites para a escolha entre os dois regimes são claros. Para salários até 1.000 euros brutos, a devolução das propinas é sempre a melhor opção. Por outro lado, para salários a partir de 1.680 euros, o IRS Jovem é mais vantajoso, mesmo que o jovem termine a licenciatura nos últimos anos do benefício.

Para quem possui um mestrado, o prémio salarial de 1.500 euros é mais vantajoso do que o IRS Jovem para salários brutos até 1.261 euros no primeiro ano. Comparando com os anos seguintes do IRS Jovem, o prémio compensa para salários brutos até 2.481 euros. A partir de 2.482 euros, o IRS Jovem torna-se sempre a melhor escolha.

É importante lembrar que estas simulações foram feitas com base nas tabelas de retenção na fonte de 2025, e os valores podem variar dependendo do momento em que a obrigatoriedade de escolha entrar em vigor.

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Fonte: Doutor Finanças

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