Benfica SAD regista lucro de 34 milhões e encerra jejum operacional

A Benfica SAD anunciou resultados financeiros positivos para a época 2024/25, encerrando um jejum operacional de sete anos. A administração do clube, liderada por Rui Costa, revelou que o resultado operacional foi de 3,9 milhões de euros, sem considerar a compra e venda de direitos de jogadores. Este resultado é um marco significativo, especialmente quando comparado aos prejuízos de 28,3 milhões de euros registados na época anterior.

Os lucros líquidos da Benfica SAD ascenderam a 34,4 milhões de euros, uma reviravolta face aos 31,4 milhões de euros de prejuízo do exercício anterior. Este desempenho positivo é um reflexo da estratégia de contenção de custos implementada pela direção, que parece estar a dar frutos. Com as eleições agendadas para 25 de outubro, os números apresentados servem como um forte cartão de visita para a atual administração.

Os rendimentos operacionais sem a venda de direitos de atletas atingiram um recorde de 230,6 milhões de euros, um aumento de 30,6% em relação aos 176,6 milhões do ano anterior. Este crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelas receitas de “Media TV”, que representaram 64% do total, subindo para 148 milhões de euros. O CFO da Benfica SAD, Nuno Catarino, destacou que a melhor performance europeia e a participação no Mundial de Clubes contribuíram significativamente para este resultado.

Apesar dos avanços, a dívida líquida da Benfica SAD continua a ser um desafio. No final de junho, a dívida líquida situava-se em 196,9 milhões de euros, uma redução de apenas 2,4% face aos 201,8 milhões do ano anterior. Embora a correção tenha sido modesta, o rácio entre a dívida líquida e os rendimentos operacionais melhorou, passando de 79,5% para 56,6%. Este dado é um sinal positivo da capacidade de geração de receitas do clube.

Leia também  Mercados americanos atingem máximos históricos impulsionados por quatro fatores

Os gastos operacionais também aumentaram, mas de forma moderada, passando de 204,8 milhões para 226,7 milhões de euros, um crescimento de 10,7%. No entanto, este aumento foi inferior ao crescimento dos rendimentos operacionais, o que demonstra um controlo de custos eficaz. Nuno Catarino revelou que, sem os efeitos extraordinários, os gastos teriam permanecido praticamente estáveis.

Além disso, o ativo total da Benfica SAD cresceu 4,6%, atingindo 591,2 milhões de euros, marcando o décimo exercício consecutivo de crescimento. Os capitais próprios recuperaram para 116,3 milhões de euros, superando novamente o capital social de 115 milhões, após três épocas abaixo deste valor.

As transações de atletas também contribuíram positivamente, com um resultado de 46,7 milhões de euros, um aumento de 247,3% em relação ao período homólogo. As mais-valias mais significativas vieram das transferências de jogadores como João Neves, Marcos Leonardo e David Neres.

Em suma, a Benfica SAD apresenta um panorama financeiro mais saudável, embora ainda enfrente desafios, especialmente em relação à dívida. A estratégia de contenção de custos e o aumento das receitas operacionais são passos importantes para a recuperação do clube. Leia também: “Benfica SAD: O futuro financeiro em análise”.

Leia também: Juan Olivera assume Direção Geral da Ericsson em Espanha e Portugal

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top