Crescimento de 8% nas receitas de música gravada em Portugal

As receitas de música gravada em Portugal atingiram 74,7 milhões de euros em 2025, refletindo um crescimento de 8% em comparação com o ano anterior. A informação foi divulgada esta terça-feira pela Associação de Gestão de Direitos de Produtores Fonográficos (Audiogest), que considera este aumento um sinal positivo para o setor.

Os dados apresentados incluem as receitas totais provenientes de vendas e direitos, englobando tanto as vendas físicas como digitais, além de sincronizações e direitos de comunicação pública de gravações musicais. A Audiogest sublinha que este crescimento demonstra que a música gravada continua a gerar valor, mesmo num cenário de transformação dos modelos de consumo e negócio.

De acordo com a Audiogest, as receitas de vendas e sincronizações no mercado nacional somaram 46,6 milhões de euros, o que representa um aumento de 9% face a 2024. O digital tem um papel preponderante, representando agora 79% deste mercado, com o streaming a corresponder a 98,7% das receitas digitais. A associação destaca que as subscrições pagas são cada vez mais relevantes, embora os serviços gratuitos suportados por publicidade ainda concentrem um volume significativo de consumo.

No que diz respeito ao mercado físico, as vendas de CDs registaram uma queda de 8% no último ano. No entanto, o vinil tem vindo a destacar-se, representando 72% das vendas de álbuns físicos e a crescer 5% em 2025. Este fenómeno evidencia uma mudança nas preferências dos consumidores, que parecem valorizar cada vez mais o formato analógico.

A cobrança de direitos de produtores e artistas totalizou 28,1 milhões de euros, com um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Este aumento reforça a importância dos direitos na valorização económica da música gravada e na sustentabilidade financeira de artistas, produtores e outros intervenientes da cadeia de valor musical.

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Durante o ano passado, foram registados mais de cinco mil lançamentos junto da Audiogest, dos quais 75% pertencem a artistas portugueses. No entanto, o repertório internacional continua a dominar o mercado, representando 81% do total. Este dado evidencia a necessidade de implementar políticas que promovam a internacionalização e a valorização estratégica da música produzida em Portugal.

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Fonte: ECO

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