Governo enfrenta críticas do PCP por alterações à legislação laboral

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, manifestou hoje a sua preocupação em relação às recentes propostas do Governo sobre alterações laborais, afirmando que estas podem levar à sua “derrota política e social”. Durante uma ação de mobilização junto à OGMA, em Alverca, Raimundo distribuiu panfletos aos trabalhadores que terminavam o seu turno, apelando à resistência contra as mudanças propostas.

Em declarações à agência Lusa, o líder comunista criticou a intenção do Governo de avançar com um pacote que, segundo ele, visa “aumentar ainda mais os despedimentos com justa causa”, “desregular completamente os horários” e “alargar a duração dos contratos a prazo”. Para Paulo Raimundo, os trabalhadores necessitam de “mais direitos, mais salários e mais estabilidade”, e não de medidas que considera uma “declaração de guerra aos trabalhadores”.

Raimundo recordou que, em 2012, o Governo de Pedro Passos Coelho também tentou mexer na Segurança Social, o que resultou numa forte contestação e na sua “derrota política e social”. “É isso que o Governo atual está a traçar com esta nova proposta de alterações laborais”, sublinhou.

Questionado sobre as recentes declarações do secretário-geral do PS, que pediu um “sobressalto cívico” e o congelamento das alterações laborais, Raimundo respondeu com ironia. “Não precisamos de congelamentos, precisamos de travar estas medidas”, afirmou, destacando que as alterações laborais não podem ser tratadas como uma questão isolada, mas sim como parte de uma política mais ampla do Governo.

O dirigente do PCP expressou a sua desconfiança em relação às intenções do PS, afirmando que as declarações sobre a legislação laboral podem ser uma tentativa de criar um “pretexto para negociar” com o Governo. “A legislação laboral nunca esteve no Orçamento do Estado. Isto é uma falsa questão”, frisou.

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Raimundo apelou à mobilização de todos os que se opõem às alterações laborais, enfatizando que a luta deve ser travada “nos locais de trabalho” e na manifestação convocada pela CGTP para o dia 20 de setembro, em Lisboa e no Porto. Sobre a possibilidade de greves, o secretário-geral do PCP afirmou que todas as formas de protesto são válidas, desde que os trabalhadores considerem necessárias.

“Os trabalhadores são quem faz a economia funcionar e não devem ser espezinhados, mas sim valorizados”, concluiu, reiterando a necessidade de “mais salários, mais estabilidade e mais direitos” para todos.

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Fonte: Sapo

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