O endividamento das famílias em Portugal registou um aumento significativo de 7,3% em apenas um ano, conforme revelam os dados mais recentes do Banco de Portugal. Este crescimento, que se traduz num acréscimo de 1,1 mil milhões de euros, eleva o total do endividamento dos particulares para mais de 167 mil milhões de euros, um valor que não era alcançado desde dezembro de 2010.
A análise dos dados mostra que o crédito à habitação continua a ser o principal responsável pelo aumento do endividamento das famílias. Os particulares têm recorrido cada vez mais à banca para financiar a compra de imóveis, o que tem contribuído para este crescimento expressivo. Em julho, o endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, subiu para 848,2 mil milhões de euros, um aumento de 1,2 mil milhões de euros em relação ao mês anterior.
Este aumento do endividamento das famílias é particularmente notável, pois marca o maior crescimento homólogo dos últimos 15 anos, segundo a série histórica do Banco de Portugal. Durante 21 meses consecutivos, a taxa de crescimento do endividamento das famílias tinha estado a diminuir, mas agora este novo aumento indica uma mudança de tendência que poderá ter implicações significativas para a economia.
Os especialistas alertam que, embora o acesso ao crédito possa facilitar a aquisição de bens e serviços, um endividamento excessivo pode levar a dificuldades financeiras a longo prazo. É fundamental que as famílias avaliem cuidadosamente a sua capacidade de pagamento antes de contrair novos empréstimos.
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A evolução do endividamento das famílias será um tema a acompanhar nos próximos meses, especialmente à medida que as condições económicas e as taxas de juro possam influenciar o comportamento dos consumidores e a sua relação com a banca.
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Fonte: ECO





