Reforma do INEM exige coragem política, afirma ministra da Saúde

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sublinhou a determinação do Governo em promover uma reforma do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), afirmando que este processo requer “toda a coragem política”. A declaração foi feita durante o encerramento de uma Oficina de Reflexão sobre os Serviços de Emergência Médica Pré-Hospitalar, organizada pela Comissão Técnica Independente (CTI) do INEM, que decorreu no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa.

Ana Paula Martins enfatizou que a confiança na emergência médica é um “ativo fundamental de soberania”, destacando a importância de não misturar questões políticas com as funções do Estado. “Estamos todos convocados para um movimento ético que deve guiar as decisões do Governo, que não cederá a pressões externas”, afirmou a ministra.

A governante também mencionou que as conclusões preliminares da oficina ressaltam a necessidade de um modelo organizacional eficaz, formação contínua e a integração de todos os meios de socorro. A presidente da CTI, Leonor Furtado, reforçou que a reorganização do INEM deve garantir um socorro adequado e atempado, considerando as desigualdades geográficas e demográficas do país.

Furtado alertou para a importância de um sistema de triagem robusto, que possa melhorar a eficiência do sistema de resposta e reduzir as taxas de acionamento. A CTI, criada pelo Governo em março, tem como objetivo avaliar o funcionamento do INEM e apresentar uma proposta de modelo organizacional até ao final do ano.

A ministra da Saúde também foi questionada sobre um relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) que sugere que a morte de um idoso em Mogadouro, durante uma greve do INEM, pode estar relacionada com atrasos no atendimento. Ana Paula Martins optou por não comentar o relatório, mas reafirmou a sua responsabilidade em reformar o INEM, que enfrenta dificuldades significativas.

Leia também  Greve nacional dos médicos agendada para 24 de outubro

A IGAS concluiu que três das doze mortes investigadas durante a greve dos técnicos do INEM foram associadas a atrasos no socorro. A ministra destacou que a reforma do INEM é uma prioridade e que continuará a trabalhar para assegurar que o instituto funcione de forma eficaz e em benefício dos cidadãos.

Leia também: O impacto das greves na saúde pública em Portugal.

reforma do INEM reforma do INEM reforma do INEM Nota: análise relacionada com reforma do INEM.

Leia também: Campanha apaga luzes no Estádio da Luz por doenças cardiovasculares

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top